Música
Nativo
Projeto de Tiago Manuel Soares cruza música de raiz popular, eletrónica e vídeo numa digressão com datas confirmadas até julho de 2027.
7 Nov 2026 | 21h00
De Chaves a Santo Tirso, passando pela capital até Serpa
Depois do Porto, a digressão segue para o Centro Cultural de Chaves, no dia 14 de novembro, chegando a Santo Tirso no sábado seguinte (dia 21), para um concerto na Fábrica Santo Thyrso. Antes do final do ano, o projeto passa ainda em Serpa, no Musibéria, no dia 28, apresentando-se depois em Lisboa, no Auditório Carlos Paredes, do dia 11 de dezembro.
O projeto regressa aos palcos em 2027, com dois concertos em janeiro e fevereiro. O primeiro momento do novo ano acontece no dia 16 de janeiro, no Teatro Ribeiro Conceição (Lamego), seguindo-se Mondim de Basto (23 janeiro), São João da Madeira e Coimbra (6 e 20 de fevereiro, respetivamente). Com digressão confirmada até ao verão, com novas datas a anunciar, Nativo tem atuação confirmada a 15 de julho, em Santa Comba Dão, no festival de percussão Drumdão.
“O meu objetivo é que o Nativo possa chegar a públicos e lugares diferentes, porque essa ideia de encontro está também na génese do projeto. A música de raiz portuguesa é feita de muitas influências e geografias e interessa-me que esse património continue a circular, a transformar-se e a encontrar novas pessoas. No fundo, é também a partir deste diálogo que ganha sentido a ideia de que somos nativos de todo o mundo e a todo o mundo pertencemos”, afirma Tiago Manuel Soares.
Da música de raiz popular a novas linguagens performativas
No centro de Nativo estão adufes, trancanholas, triângulos e tambores tradicionais, instrumentos que Tiago Manuel Soares transporta para uma proposta que cruza música de raiz popular, nova música, eletrónica e vídeo.
Com mais de duas décadas de um percurso ligado à música tradicional, o percussionista explora agora novas técnicas de execução, desenvolve reportório original e trabalha novas formas de escrita em partitura para instrumentos cujo conhecimento foi, durante muito tempo, transmitido sobretudo por via oral. Neste processo, interpreta obras compostas por Ângela da Ponte, Fernando Lapa e Filipe Fernandes, num trabalho de criação e experimentação que tem permitido desenvolver partituras inéditas e explorar novas possibilidades de execução para instrumentos tradicionais.
O primeiro single de Nativo nasce precisamente deste diálogo: “Ribombar”, uma peça composta por Filipe Fernandes e inspirada na tradição dos Zés Pereiras. O tema será lançado com o arranque da digressão e ficará disponível, a partir de dia 7, no Spotify, Tidal, YouTube e restantes plataformas de streaming.
A dimensão performativa resulta também de um trabalho de investigação sobre os próprios instrumentos, os seus percursos e os contextos em que surgiram. Neste sentido, Nativo parte de uma leitura de Portugal enquanto território historicamente multicultural, procurando perceber de que forma diferentes influências e regiões foram deixando marcas na construção da identidade musical portuguesa.
O projeto ganhou ainda outras extensões a partir deste trabalho musical. Na apresentação oficial de Nativo, na Casa da Música, foram apresentados um livro, um minidocumentário e o registo integral do espetáculo, que aprofundam a investigação, o processo de criação e a documentação desenvolvidos ao longo dos últimos anos.
Agora, é em palco que essas diferentes dimensões se encontram, numa performance que procura colocar a percussão tradicional portuguesa em diálogo com o presente, explorando novas possibilidades para instrumentos profundamente ligados à memória musical e cultural do país.

