Música
No âmbito do X Festival de Música de Plectro de Gondomar... Trio Meyer Ferreira traz perfume de ‘chorinho’ do Brasil à Fundação Júlio Resende
Se tudo correr como previsto, será um concerto de “ir às lágrimas”, ou talvez nem por isso, será mesmo sereno, mas alegre.
7 Nov 2026 | 16h00
As manas brasileiras criaram o grupo em Porto Feliz, uma cidade do interior do Estado de São Paulo, muito por força do pai Eduardo Ferreira que incentivou as filhas e também as acompanhou durante muitos anos, tocando pandeiro e percussão. Em 2021 o progenitor faleceu vítima de COVID-19 e as irmãs decidiram prosseguir, levar o projeto por diante, até como uma forma de homenagearem o pai.
Como credenciais-convite para o concerto do próximo sábado em Gondomar, a ‘irmandade musical’ apresenta 11 álbuns lançados e um prémio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). O grupo já realizou mais de 300 concertos em paragens distintas do globo: nos Estados Unidos, passando de igual modo por França, Itália, Espanha, Portugal, Canadá, México e Barbados. Para além destas visitas em digressão, o grupo realizou residências artísticas em universidades norte-americanas.
A partir do choro, género musical que nasceu no Brasil em pleno século XIX, o Trio Meyer Ferreira aposta num repertório que reúne composições autorais e obras de diferentes períodos da música brasileira. O trio transita pelo choro, samba e outros ritmos brasileiros, incorporando elementos da música de câmara nos seus arranjos e interpretações.
O X Festival de Música de Plectro de Gondomar contou até agora (2026) com a prestação internacional do Australian Mandolin Ensemble, que atuou a 2 de maio na Cripta da Igreja de Rio Tinto, também com o duo Mari Carmen Simón e Pablo Rioja, a 25 de julho, na Igreja de S. Brás, bem como com a dupla “Em Forma de Pera”, a 25 de setembro, na Igreja Matriz de Rio Tinto e com os Solistas da OPGB – Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins, a 26 de setembro, no Auditório Municipal de Gondomar.

