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Música

"Paralelismos" no Mosteiro de Santa Maria de Salzedas junta música e dança barroca

"Paralelismos" promete reviver histórias e trazer à imaginação as vidas musicais nas cortes portuguesa e francesa do século XVIII, funcionando este concerto barroco como um agradável sarau palaciano da época, com alternâncias e contrastes entre obras a serem dançadas ou cantadas.

2 Jun   |  21h30

Mosteiro de Santa Maria de Salzedas
Preço
Entrada livre


“Paralelismos” traz uma breve, mas densa, amostra dos riquíssimos repertórios de dança, árias de óperas e música instrumental de compositores atuantes em Lisboa, Paris ou Versalhes entre as cortes de D. João V e Luís XIV até D. Maria I e Luís XVI, contando com um grupo de instrumentos barrocos, pela “Americantiga Ensemble”, e a soprano solista Sandra Medeiros e a bailarina Catarina Costa e Silva.

Do repertório fazem ainda parte amostras das vertentes estéticas italianizantes que atravessaram toda a Europa nesse período.

O concerto é uma iniciativa da Associação de Desenvolvimento Douro Generation com o apoio do Museu de Lamego e rede de monumentos Vale do Varosa. A lotação do concerto está sujeita ao número de lugares disponíveis.

Americantiga Ensemble

Dir. Ricardo Bernardes 

O Americantiga Ensemble, fundado em 1995 por Ricardo Bernardes, é um conjunto especializado em música portuguesa, brasileira, hispano-americana e italiana dos séculos XVII a princípios do XIX. Com diferentes formações e enfoques interpretativos, o trabalho procura a execução historicamente informada com o uso de instrumentos de época. Nos últimos anos o Americantiga tem realizado concertos em Portugal, nos Estados Unidos, Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia. Muitos desses concertos foram organizados por embaixadas e consulados brasileiros com o objetivo de difundir esta importante e pouco conhecida produção musical. A sua discografia já conta com seis CDs e um DVD, todos dedicados ao repertório português e brasileiro do século XVIII. Em Portugal realizou o concerto na Basílica da Estrela para celebrar os 15 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa com repertório luso-brasileiro do séc. XVIII, participou das 23ª, 25ª e 28ª edições da Temporada de Música em São Roque, assim como tem realizados concertos no Festival Caminhos de Mateus.

Sandra Medeiros

Soprano Solista 

É licenciada em Canto pela Escola Superior de Música de Lisboa tendo integrado a classe da professora Joana Silva. Como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e Centro Nacional de Cultura, prosseguiu estudos de pós-graduação com Julie Kennard e Clara Taylor na Royal Academy of Music em Londres. Frequentou cursos de aperfeiçoamento em Portugal, Áustria, Espanha, Inglaterra e França com personalidades do meio musical erudito tais como Ileana Cotrubas, Teresa Berganza, Marimi del Pozo, Gundula Janowitz, Rudolf Knoll, Christiana Eda-Pierre, Frank Ferrari, Liliana Bizineche, Jill Feldman, Paul Esswood, Richard Miller, Robert Tear, John Streets, Teresa Cahill, Martin Isepp, Paul Kiesgen, Rudolf Jansen e Udo Reinemann. Integrou os grupos Capela Lusitana (1995/97) sob a direção do Prof. Gerard Doderer e Azul (1994/98) com os quais atuou em diversos pontos do país e no estrangeiro nomeadamente na Alemanha e Espanha. É um dos membros fundadores do Ensemble D. João V, grupo que se dedica a interpretar e a divulgar a música do Período Barroco. A sua atividade como solista distribui-se pela música antiga, oratório, lied, melodie, canção do séc.XX/XXI e ópera, tendo atuado sob a direção de ilustres maestros tais como Jorge Matta, Michael Corboz, Lawrence Foster, Marc Minkowski, Philippe Herreweghe, Sir Charles Mackerras, Laurence Cummings, Alberto Lysy, Enrico Onofri, entre muitos outros. Também atuou com os mais conceituados grupos de música antiga portugueses, nomeadamente Os Músicos do Tejo e Divino Sospiro e com a Orquestra Barroca da Royal Academy of Music, Camerata Lysy de Gstaad e Sinfonia Varsóvia. Trabalhou com os encenadores Luís Miguel Cintra, João Grosso, Teatro Praga, Paulo Matos, Carla Lopes, Cleber Papa, Anna Sweeny, Robert Wilson, John Ramster, William Relton, Robert Chevara e Luca Aprea.

Catarina Costa e Silva

Bailarina

A sua atividade artística e pedagógica abrange as suas diferentes formações: Curso vocacional de Dança – Ginasiano Escola de Dança, Licenciatura em História de Arte – FLUP, Licenciatura em Canto – ESMAE, MA Music Theatre Studies – Univ. de Sheffield, Curso de Encenação de Ópera – FCGulbenkian. Fez formação

em Danças Antigas com diferentes mestres de renome internacional (Anne Marie Gardette, Béatrice Massin, Bruna Gondoni, Caroline Pingault, Catherine Turocy, Cecília Gracio Moura, Cecília Nocilli, Diana Campóo, Dorothée Wortelboer, Françoise Denieau, Jürgen Schrape, Marie Geneviève Massé, Maria José Ruiz e Maurizio Padovan). Como intérprete (dança contemporânea, dança antiga, canto), ou assumindo a encenação/direção coreográfica, apresentou-se dentro e fora de Portugal (Alemanha, Brasil, Espanha, Finlândia, França, Inglaterra, Itália) em importantes eventos (Aerowaves-Londres, Guimarães 2012 CEC, Dias da Música – CCB, Tempestade e Galanteria-Queluz, Festival Mozart-Rovereto, Fringe-Utrecht) com diversos agrupamentos nacionais e estrangeiros. Leciona Danças Antigas no Curso de Música Antiga da ESMAE desde 2008,

assim como em diferentes instituições artísticas nacionais e estrangeiras, tais como a Semana de Música Antiga da Univ. Federal de Minas Gerais ou a European Union Baroque Orchestra (EUBO). É membro fundador do Grupo Ibero-Americano de Estudo de Danças Antigas e directora artística do Festival Portingaloise (desde 2015). É doutoranda em Estudos Artísticos – Estudos Musicais e membro colaborador do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Univ. de Coimbra.

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