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Festivais, Festas e Feiras

SM’ARTE: II Festival de Street Art reabilita espaços em Bragança e enche a cidade de cor

Com o mote “Bragança Uma Cidade de TODOS e para TODOS”, o Município pretende envolver a comunidade local e atrair novos turistas ligados ao conceito de arte urbana.

23 Jun a 25 Jun 2017

Bragança


Cor, criatividade e muita animação são bons motivos para juntar os amigos e a família e visitar a cidade. Nestes dias, os visitantes e fãs da boa gastronomia podem desfrutar dos pratos típicos transmontanos e aproveitar, ainda, o Festival da Francesinha, com 20 restaurantes aderentes, que decorre em simultâneo.

“Bragança Uma Cidade de TODOS e para TODOS” é o tema da segunda edição do Sm’arte – II Festival de Street Art de Bragança que vai movimentar as ruas da cidade nos dias 23 a 25 de junho. Talento, conhecimento, participação, criatividade, sustentabilidade e inovação são alguns dos valores associados à iniciativa que reúne artistas, grupos de jovens e utentes de instituições locais com o objetivo comum de dar mais cor à cidade de Bragança.

São 11 os artistas oriundos de todo o país e do estrangeiro, a quem se juntam alunos de escolas do Concelho, e aos quais o Município de Bragança desafia a dar nova vida, através da arte, a espaços públicos, como empenas de prédios do Bairro Social da Mãe d’ Água, muro do Centro Ciência Viva e ponte pedonal do Forte São João de Deus, entre outros.

Draw, Bruno Santinho, Daniel Eime, Leon Keer, Lucky Hell, Contra, GLAM, MAR, The Caver, Trip Dtos e Duarte Saraiva, bem como alunos do Agrupamento de Escolas Emídio Garcia e da Escola Superior de Educação são os artistas convidados.

Transformar Bragança numa referência nacional na reabilitação urbana, através do conceito de Street Art, estimular a participação e criatividade dos artistas em diferentes artes, melhorar a imagem da cidade, requalificar o espaço público e atrair novos turistas ligados ao conceito de arte urbana de rua são os objetivos desta iniciativa.

Hernâni Dias, Presidente da Câmara Municipal de Bragança, refere que “a primeira edição do Festival Street Art foi um verdadeiro sucesso. Conseguimos envolver a comunidade, reabilitar espaços, até então sem cor, e, no final, a cidade ficou com uma imagem mais criativa, mais jovem e mais dinâmica. Em 2017, renovamos o desafio e convidamos todos a participarem na iniciativa, porque Bragança é verdadeiramente uma cidade de todos e para todos.”  

Programa II Festival Street Art

No primeiro dia de festival, dia 23 de junho, o arranque das intervenções de Street Art está marcado para as 10h00. Ao final da tarde, às 18h00, é inaugurada a Exposição Sm’arte, com obras de artistas convidados, no Foyer do Teatro Municipal de Bragança, às 18h30, é inaugurada a parede do projeto de arte global “Before I die” (“Antes morrer, quero…”), onde os brigantinos são convidados a refletirem sobre as suas vidas e partilhar as suas aspirações pessoais no espaço público. Bragança será, assim, a segunda cidade portuguesa a implementar este projeto.

Às 19h00, é inaugurado o mural Sm’arte. As atividades deste primeiro dia encerram com uma performance de dança pelo grupo Ghost, no Jardim Dr. António José de Almeida.

No sábado, dia 24 de junho, a par das intervenções de Street Art (às 10h00) destacam-se os diversos momentos de animação. Demonstração e workshop de Parkour (15h30), dança de rua (16h30), Zumba Color (17H00) e conversas com artistas são as atividades programadas para este segundo dia dedicado à Street Art. Para os fãs de música, à noite (22h15), atua o DJ M Fleecy, na Praça Norte do Teatro Municipal de Bragança.

Domingo, o último dia do evento é dedicado exclusivamente às intervenções de Street Art (início às 10H00).

Porquê Sm’arte?

Bragança é já conhecida e reconhecida como uma ecocidade e um território smart. Em 2015 e 2016, integrou o TOP 4 das cidades mais inteligentes de Portugal, assumindo-se, a cada dia, como um território participativo, criativo, inovador, atrativo e voltado para as pessoas. Na primeira edição, o tema do evento foi “Bragança Ecocidade”.

Artistas convidados 2017

FREDERICO SOARES CAMPOS, AKA DrawNasceu no Porto em 1988. Mestre em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, iniciou o seu primeiro projeto artístico em 2007, quando começou a colaborar com o grupo Centro de Comunicação e Representação Espacial, participando, desde então, em vários projetos e iniciativas relacionadas com a fotografia como uma forma de comunicação artística e espacial.

É membro fundador do Coletivo RUA a que, em 2011, se juntou a outros artistas com a mesma paixão pela arte urbana. Desde então, já organizou várias exposições e projetos, tal como 1ª Avenida, no Porto, em 2013. É, também, o organizador e diretor artístico do PUTRICA – Propostas Urbanas Temporárias de Reabilitação e Intervenção Cultural e Artística, onde o seu trabalho se fixa, sobretudo no estudo do tema da arte urbana enquanto agente de processamento de espaços vazios da cidade. Como artista urbano, Frederico transpõe a figura humana e a expressão corporal para grande escala.

A inspiração primordial de Frederico Draw é a pintura e as artes plásticas. Quando se trata de compor as suas representações do corpo humano, olha sobretudo para os grandes mestres da pintura, como Leonardo Da Vinci e Salvador Dali.

CONTRA

O trabalho de Contra (1984) tem raízes em diferentes áreas, desde o graffiti à arte abstracta. Num processo maioritariamente analógico, essas áreas culminam numa miscelânea visual que reflecte as suas experiências e pensamentos e ideias. Na base do seu trabalho está uma constante procura de novas abordagens que se refletem no desenvolvimento e evolução das suas composições. É membro integrante e co-fundador do Coletivo RUA. 

DUARTE SARAIVA

Duarte Saraiva, natural de Lisboa. Licenciado em Arquitetura, em 1998, pela Universidade Lusíada de Lisboa, realiza investigação em Património Arquitetónico e Reabilitação e exerce atividade de projeto e construção nas áreas de habitação, equipamentos e reabilitação. Explora, com dedicação e cuidado, as diversas técnicas de pintura, desenho e escultura e tem as fachadas como seu lugar de estudo.

Como artista urbano, mais recentemente, desenvolveu uma técnica de fresco, esgrafitado e, até, desenhos feitos com metal enferrujado para criar composições.

Duarte Saraiva participou em várias exposições, tendo trabalhos de murais em Lisboa, Almada, Sintra, Beja, Porto e Bragança. Em 2016, ganhou o prémio Vencedor Paratissíma Lisboa – ParaVisual.

LUCKY HELL

Pedro Rodrigues, natural de Aveiro, tem 32 anos, estudou em Bragança e é conhecido no mundo da arte como Lucky Hell Graffiti

Desde muito cedo que pratica a arte do desenho, tendo começado com 22 anos, no ramo da arte corporal, mais propriamente tatuagem.

A arte urbana foi uma paixão que surgiu posteriormente e que tem levado a cabo por toda a boa experiência que a mesma proporciona.

Como artista tem claramente influências em certos estilos, como o Realismo, a Ilustração e o Abstracto.

LEON KEER

Leon Keer nasceu em Utrecht, Países Baixos, no ano de 1970. É um conhecido artista pop-surrealista holandês, tendo iniciado a sua atividade a pintar através da concepção e produção de grandes murais publicitários para multinacionais, como a Coca-Cola.

É um artista líder na arte de rua em 3D, com vários trabalhos na Europa, Estados Unidos, Rússia, México, Emirados Árabes Unidos, Austrália, Nova Zelândia e vários países asiáticos. Além de usar a ilusão de ótica, frequentemente apresenta a arte introduzindo as novas tecnologias, como realidade aumentada e mapeamento de vídeo.

A arte poderá ser temporária ou definitiva, sendo as imagens compartilhadas em todo o mundo através das redes sociais e da comunicação social.

Leon, geralmente, pinta temas contemporâneos que envolvem preocupações ambientais e levanta questões sobre a habitabilidade neste mundo.

BRUNO SANTINHO

Bruno Santinho, natural de Lisboa, onde passou parte da infância. Viveu, ainda, cerca de 7 anos, nos Estados Unidos. 

Regressou a Portugal para realizar os seus estudos no campo das Artes que culminaram com uma licenciatura em Design de Comunicação. 

A paixão pelo desenho sempre o acompanhou e, após a conclusão do percurso académico, foi participando em diversos projetos de cariz artístico, em que explorou o desenho e a ilustração. 
Viveu 5 anos no estrangeiro, na região dos Alpes Suíços, onde desenvolveu o seu trabalho ao participar em diversos eventos, desde exposições individuais e coletivas, a trabalhos comerciais.
Regressou a Portugal, mais precisamente a Espinhosela (Bragança), local de origem da sua esposa, onde reside e trabalha há cerca de ano e meio.

Já realizou trabalhos para a Carhartt, Pictoplasma, RedBull, MTV, London Collage of Communication, FuelTV Skalibans, Belio e Rojo, entre outras identidades e já expôs os seus trabalhos em locais, como Barcelona, Tenerife, Londres, Los Angeles e Lisboa.

DANIEL EIME

Daniel Teixeira é Daniel Eime, o mestre da arte do stencil, nascido nas Caldas da Rainha, em 1986. Desde jovem que manifestou o interesse pelo desenho e pela criação, sendo, nesta cidade, que deu os primeiros passos na arte urbana, com a criação de alguns graffitis. Mais tarde, e numa nova etapa da sua vida, mudou-se para Lisboa. Teve aulas no Chapitô, mergulhando no universo da cenografia.
Da capital para a cidade ribeirinha do Porto, e com as ideias mais ‘arrumadas’, estudou cenografia na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo. Em busca da sua vocação enquanto artista, Eime explorou outras artes, descobrindo a sua paixão pelo Stencil, arte que hoje domina e o realiza enquanto artista. Os rostos humanos, expressivos e demarcados, apelam à memória e história individual, sendo os protagonistas da maioria dos seus trabalhos.

As pinturas em stencil, de grande formato, do fadista Carlos do Carmo e da poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen são algumas das grandes obras assinadas com o seu nome, que figuram no bairro da Graça, em Lisboa.

Em março deste ano, Daniel Eime inaugurou a sua primeira exposição individual em Portugal – “Move” -, no Porto. Participa, também este ano, no projeto “Forgotten”, integrando o grupo de cinco artistas urbanos portugueses que expõem no Museu de Arte Contemporânea de Roma (MACRO).

GLAM

Catarina Mint (aka Glam) é uma artista urbana portuguesa cujo trabalho começou no início do ano 2000. A sua paixão pelas cores e formas tomou conta da sua vida e começou por se dedicar ao graffiti e à pintura de murais. A partir desse momento, estavam criadas todas as condições para que o seu trabalho se desenvolvesse noutras plataformas e suportes. A transição do graffiti para trabalhos multi-dimensionais em papel e madeira foi inevitável e, a partir desse momento, já desenvolveu peças de design e personagens para várias marcas, diversas exposições de arte e festivais internacionais.

O seu universo é vasto e a sua mente anda a mil à hora. É um caos organizado, mas tudo o que desenvolve é feito de forma criteriosa e atenta até ao mais ínfimo pormenor.

Em 2017, fundou o Mint Cuts Studio que deu origem à atualização do seu nome. Mint Cuts é o estúdio criativo que surge como uma extensão do seu trabalho individual e cuja missão é, numa época em que cada vez mais as marcas procuram associar-se à arte e à cultura, a criação de peças de caracter único e que respondam às necessidades de cada projeto de forma criativa e dinâmica.  

MAR

Gonçalo Mar, de seu nome artístico MAR, nasceu em Lisboa, no ano de 1974. Licenciado em Design de Moda, pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa, desde cedo sentiu o apelo pela arte. Aos 12 anos, as figuras do seu imaginário irrequieto já eram retratadas pelo próprio, a giz, numa tela ao ar livre: o alcatrão das ruas.

Durante o seu percurso académico, concorreu ao lugar de desenhador no estúdio de animação português “MagicToons”, onde teve a sua primeira experiência com o graffiti, em 1998. Desde então, tem vindo a cultivar a sua ligação com a arte urbana e a acompanhar e contribuir para a sua evolução. No meio artístico, destacam-se os seus bonecos ou “characters” e a forma como constrói as suas personagens e ambientes, cujo uso das linhas e formas lhe conferem toques únicos.

Na bagagem, conta já com diversos projetos e exposições de rua, individuais e coletivas, com destaque para a participação e organização na mostra de graffiti/street art “VSP – Visual Street Performance”, com edições entre 2005 e 2010.

THE CAVER

Nuno, natural de Lisboa, nasceu em 1983. De nome artístico The Caver, street artist, tatuador, ilustrador e designer gráfico freelancer, iniciou-se no graffiti em 1998, pintando regularmente desde então.

Divide o seu tempo entre a arte de colorir e dar vida a fachadas, murais e espaços públicos e a paixão por outras telas como o corpo humano, onde cultiva e transpõe a sua criatividade como tatuador.

Recentemente, foi um dos artistas selecionados para participar no Mural Coletivo da Restauração, um projeto integrado no Programa de Arte Urbana do Porto, com uma homenagem à cidade portuense, onde ganha destaque a Estação de São Bento.

É membro e co-fundador do coletivo Cabidela Ninjas, um grupo que explora estéticas peculiares, caracterizadas pelo absurdo, enigma e algum humor negro, e da União Artística do Trancão. É também diretor executivo da GRVTA – Underground Apparel, empresa de vestuário urbano.

TRIP DTOS

Ricardo Dobrões, nasceu em 1987, é natural e residente em Vila Flor, sendo o único artista profissional de street art do Distrito de Bragança.

Realizou já vários trabalhos, para privados e instituições públicas/sem fins lucrativos, nomeadamente para o Município de Alfândega da Fé, Associação de Bombeiros Voluntários de Vila Flor, entre outras.  

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