Festivais, Festas e Feiras
O ESTAU invade de novo as ruas de Estarreja
Vhils (PT), Ana María (Porto Rico), Mohamed l’Ghacham (Marrocos) e AkaCorleone (PT) serão apenas alguns dos artistas convidados a integrar um grupo alargado de mais de 50 artistas que actuam na 2º edição deste festival de arte urbana.
9 Set a 17 Set 2017
Ao longo dos 9 dias de duração do ESTAU | Estarreja Arte Urbana, poderemos assistir a um autêntico desfile de atividades, que pretendem, uma vez mais, colocar a Arte Urbana a dialogar com a cidade, com as pessoas, com o património e com a natureza, através de murais, instalações, workshops, filmes, conversas, visitas guiadas, música e muito mais.
Serão precisamente 38, o número de ações em diferentes áreas artísticas, de distintos formatos e níveis de participação (programação permanente e paralela), que pretendem responder a um desejo primário da organização do ESTAU, o de chegar a um público o mais alargado e heterogéneo possível, tanto no que respeita a interesses, idades ou género.
Entre elas, destacamos:
- a presença de talentosos e reconhecidos artistas urbanos internacionais e nacionais, como o (nosso) artista VHILS, que dispensando qualquer apresentação, encabeça a lista de artistas portugueses onde se incluem os seguintes nomes AKACORLEONE, os HALFSTUDIO (vencedores da Open Call, uma das novidades desta 2º edição), THE EMPTY BELLY, ROBERT PANDA e AHENEAH. Desde o estrangeiro, chegarão a porto riquenha ANA MARÍA, o marroquino MOHAMED L’GHACHAM e o espanhol MANOLO MESA;
- a residência artística de bordado, orientada pel’A AVÓ VEIO TRABALHAR, que viajarão desde Lisboa para ensinar, inspirar, ser inspiradas, mas mais que tudo e fazendo uso dos lavores tradicionais associado ao design responsável, aumentar o poder de intervenção dos séniores nas nossas sociedades e nesta comunidade em especial;
- a residência artística de CAMILLA WATSON, que sob o tema da memória, iniciou há já alguns meses o seu trabalho por Estarreja, entrevistando várias personalidades cujos testemunhos são essenciais para o conhecimento e registo da história da cultivo e da indústria de transformação do arroz. O que se revelará no dia 14 de setembro, em paredes junto da antiga Fábrica do Descasque do Arroz, será só um pouco da memória de Estarreja, só um pouco de tudo o que esta residência artística nos permitiu descobrir;
- a exposição ‘Arte Urbana’ _ fotografia de RUI PALHA, um dos mais conceituados fotógrafos de rua a nível mundial;
- a exposição MARIAS DOS TAMANCOS, que para além de dar continuidade à intenção e vocação do ESTAU de cuidar e valorizar as tradições locais, reinventando a forma de as fazer, de as usar ou, de simplesmente, renovar a forma como olhamos para tudo aquilo que é singular e que compõe a identidade única desta região, é o resultado do desafio lançado a um grupo de 10 artistas, ilustradores, writers, modeladores e afins, para connosco e através das suas linguagens autorais, talento e vitalidade únicas, celebrarem a ‘verdadeira’ Maria dos Tamancos, como um tributo alargado às gentes desta terra. O grupo é composto por: BÁRBARA R. (PT), BURRY BUERMANS (BE), CATARINA GLAM (PT), JOAKIN PEREYRA (PT) (artista local), LORD MANTRASTE (PT), MARIANA A MISERÁVEL (PT), MOSAIK PT), NEBERRA (PT), THECAVER (PT) e WALKING FEARLESS (PT);
- o filme BCN RISE & FALL (ES) que regista a história da ascensão e queda da street art em Barcelona. Um filme indispensável para quem se interessa sobre gestão cultural em espaço público;
- o espetáculo RAÍZES, que promove o cruzamento de diferentes territórios de expressão tradicional e contemporânea, na relação com a comunidade e na (re)descoberta das memórias do património da cidade de Estarreja. E é nessa (re)descoberta que a arte urbana e o ESTAU “vivem” nesta performance. É uma encomenda do Município à Companhia de Dança Contemporânea de Évora, na pessoa da sua mentora e coreógrafa Nélia Pinheiro, dá relevo às danças folclóricas e ao seu diálogo com outras expressões, contando com a participação do Rancho Folclórico “As Tricaninhas do Antuã”;
- as VISITAS GUIADAS orientadas pela própria curadora, com intérprete de língua gestual;
- ESTA’GENTE, que se inicia como workshop de percussão criativa e terminará como um espetáculo. Uma criação de Bruno Estima e Artur Carvalho, onde o diálogo artístico tem na comunidade um dos interlocutores mais interventivos. Este resultará numa visita encenada que nos conduzirá pelos espaços reinventados através da arte do ESTAU, num permanente diálogo entre a arte e as pessoas;
- o 29º encontro dos URBAN SKETCHERS PORTUGAL NORTE.
Uma das novidades desta 2º edição, que merece aqui um destaque especial é o MOSTRUÁRIO | uma espécie de feira, que decorrerá no último fim-de-semana do evento, entre 15 e 17 de setembro, em toda a área da Biblioteca Municipal de Estarreja. Pretende ser um espaço de feira, de diálogo e partilha, de trabalho, de pintura e de muito convívio. Um espaço de descoberta e divulgação de talento, através da presença de editoras, artistas, escritores e galerias de arte com trabalho específico na área da ilustração, arte urbana e outras artes. Muitas conversas, exposição, pintura mural, música, performance e workshops, estão já garantidos para todos os que passarem por lá!
Para além das actividades permanentes e paralelas abertas a todo o público, o ESTAU, através do seu programa de ACOLHIMENTO, irá. uma vez mais. levar os artistas convidados a conhecer de perto o inúmero e todavia (muito) desconhecido Património Natural, Histórico, Arquitetónico e Gastronómico de Estarreja.
O ESTAU é uma iniciativa da Câmara Municipal de Estarreja, co-organizada pela MISTAKER MAKER - Associação de Intervenção Criativa e curadoria de Lara Seixo Rodrigues. A sua concretização, conta com o apoio de inúmeras instituições / entidades e marcas nacionais, internacionais e locais.
Esta 2º edição conta já com o selo de qualidade EFFE - Europe for Festivals, Festivals for Europe, promovida pela Associação Europeia de Festivais _ EFA, que consiste numa comunidade de festivais representativos de qualidade artística e com impacto significativo a nível local, nacional e internacional. Uma distinção recolhida após o desempenho da 1º edição em 2016 e que recolheu os seguintes comentários por parte do Jurí internacional e Especialistas do Hub: “Trata-se de uma proposta artística inovadora, … um festival muito recente, mas já um marco na arte urbana em termos de sua forte internacionalização e interface com várias linguagens artísticas. Os especialistas destacam as intervenções de elevada qualidade, o bom programa educativo e a abordagem criteriosa à comunidade local.”


