"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Teatro

"Je Suis Werther" a partir de Fernando Pinto do Amaral

Este espetáculo propõe uma leitura do Werther [de Goethe] à luz da realidade do século XXI.

1 Fev 2018

Recreios da Amadora
Av. Santos Mattos 2, 2700-317 Amadora

8 Fev a11 Fev 2018

Comuna Teatro de Pesquisa
Praça Espanha S/N, 1050-024 Lisboa

23 Fev a25 Fev 2018

Rua das Gaivotas 6
Rua da Gaivotas, 6, 1200-202 Lisboa

Nesse sentido, Werther é para nós uma estrela rock com a qual deliramos. Apaixonamo-nos por ele, tal como ele se apaixonou por Carlota e simultaneamente por aquela que viria a ser a sua amante mais fiel – a morte. Na sua espiral auto-destrutiva, Werther é a nossa inspiração e faz-nos compreender o impacto de sentimentos que nos poderiam parecer absurdos, incompreensíveis. Porém, coexiste também um outro Werther, mais tranquilo, mais observador, mais analítico – menos emotivo do que o primeiro mas afinal tão importante como ele.
 Fernando Pinto do Amaral

FICHA ARTÍSTICA
DIREÇÃO E CONCEÇÃO Miguel Mateus
ADAPTAÇÃO E DRAMATURGIA Fernando Pinto do Amaral
INTERPRETAÇÃO Francisco Pereira de Almeida, Margarida Bakker, João Gaspar e Miguel Mateus/Gonçalo Botelho
MÚSICA Ângela Flores Baltazar
DESENHO DE LUZ Tasso Adamopoulos
CENOGRAFIA  Catarina Rodrigues
DESIGN Inês N. Sousa
PRODUTORA EXECUTIVA Diana Almeida

SOBRE O ESPETÁCULO E A ADAPTAÇÃO
Desafiámos o poeta e professor Fernando Pinto do Amaral a olhar para Werther como uma rock star. Esta analogia advém da leitura de Roland Barthes (Fragmentos de um Discurso Amoroso) onde é possível perceber o fenómeno Werther no século XVIII, através da onda de suicídios na Europa após a leitura da obra, ou pela propagação da imagem de Werther pelos jovens desse século, imitando o seu modo de vestir. 
E assim nasceu este Je Suis Werther pela mão de Fernando Pinto do Amaral, que nos propõe uma leitura da obra de Goethe à imagem dos dias atuais onde esse fenómeno permanece, mudando apenas o sujeito.

BREVE DESCRIÇÃO DA COMPANHIA

A Companhia Casa Cheia nasceu no verão de 2015 em Odivelas. O seu local de nascimento surgiu de uma tentativa de descentralização artística para as periferias de Lisboa. Desde o seu inicio que a Casa Cheia tem trabalhado com a Câmara Municipal de Odivelas e com a Junta da Pontinha e Famões, de modo a permitir uma culturalização da população do concelho. Em paralelo com este trabalho para a comunidade, a companhia tem criado os seus espetáculos para o público geral contando já com 5 espetáculos sob a direção de Miguel Mateus, trabalhando autores como Sófocles, Heiner Muller, John Kolvenbach, entre outros, procurando o paralelismo contemporâneo com textos clássicos. 

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