"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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O Agora… é tudo o que temos - Constança Capdeville (1937-1992)

Nesta mostra evocativa podem ser vistas partituras, guiões de espetáculos, anotações e outros documentos pertencentes ao seu espólio, que integra as coleções de Música da BNP desde setembro de 2012, por doação de Manuel Cintra.

Constança Capdeville Constança Capdeville, entre o Grupo ColecViva. Da esq. para a dir.: António Sousa Dias, Constança Capdeville, Luis Madureira, Olga Prats e João Natividade [1985] Excerto da partitura de «Libera me» (1977)

8 Fev a 12 Mai 2018

Biblioteca Nacional de Portugal
Campo Grande, 83, 1749-081 Lisboa
Preço
Entrada livre


Compositora, intérprete e professora, Constança Capdeville foi uma figura de destaque no panorama musical português pelo seu espírito inovador na concepção, na forma e nos materiais utilizados para a criação musical e na função que conferiu ao próprio concerto, enquanto espetáculo participado.

Nasceu em Barcelona onde inicia os seus estudos musicais. Devido às condicionantes político-sociais decorrentes da Guerra Civil de Espanha, a família estabeleceu-se em Portugal, em 1951, onde ela prosseguiu os estudos superiores no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, com Varela Cid (piano) e Jorge Croner de Vasconcellos (composição). Mais tarde frequentou os cursos especiais de Musicologia, Interpretação de Música Antiga e Técnica de Acompanhamento, sob a orientação de Santiago Kastner.

Como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), participou em projetos de investigação musicológica na Biblioteca da Ajuda e na Biblioteca Nacional e, em 1962, trabalhou com o compositor e pedagogo Philip Jarnach. No mesmo ano, recebeu o Prémio de Composição do Conservatório Nacional de Lisboa, atribuído à obra para órgão Variações sobre o nome de Stravinsky. Foi membro dos Menestréis de Lisboa, sob a direção de Santiago Kastner, do grupo de câmara Convivium Musicum e do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, sob a direção de Jorge Peixinho, tendo também sido percussionista convidada da Orquestra Gulbenkian em concertos de música contemporânea. Em 1969, registou a sua primeira participação no Festival de Música Gulbenkian.Aliou a música à componente cénica e foi precursora na composição de obras para teatro musical em Portugal, género a que se dedicou sobretudo a partir da década de 80 com o grupo ColecViva, que fundou e dirigiu. Essa ligação com o teatro levou-a também a utilizar elementos cénicos em algumas das suas peças de câmara. Compôs música para bailado e para cinema.

Notabilizou-se também como pedagoga, nomeadamente na Academia de Música de Santa Cecília, no Conservatório Nacional de Lisboa e na Escola Superior de Música de Lisboa. A partir de 1980, foi professora convidada no Departamento de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa, onde lecionou as cadeiras de História e Problemática da Interpretação, e Análise da Música do Século XX.

Foi membro da direção do Conselho Português da Música e membro efetivo da Associaciò Catalana de Compositors de Barcelona. Em outubro de 1990, foi-lhe atribuída a Medalha de Mérito Cultural, e em junho de 1992, a título póstumo, o grau de Comendador da Ordem de Santiago de Espada.

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