Adesão à Europa e Política Europeia
O resgate da Europa, por Maria João Seabra
Neste artigo é ponderado de que forma o Tratado Reformador constitui um passo para a frente ou para trás na construção europeia. Interroga-se, assim, se o abandono simbólico, é apenas uma questão de forma ou se existe verdadeiramente um recuo nos conteúdos do Tratado e se, afinal, o verdadeiro significado de ter um Tratado Constitucional era meramente uma questão de forma ou, pelo contrário, se tratava de um elemento essencial para a construção da Europa Política, tanto em termos políticas e instrumentos, como em termos de aproximação dos cidadãos ao processo de integração. A resposta não é linear: por um lado, o Tratado reformador é uma forma de saída do impasse institucional, algo do interesse dos cidadãos e dos Estados membros e por outro, tenta-se a todo o custo evitar que seja devolvido aos cidadãos o verdadeiro poder sobre o futuro da Europa.

