Adesão à Europa e Política Europeia
Os desafios da Europa social, por Alberto Martins
Até ao final dos anos sessenta do século XX, Portugal exibia vários títulos que o distinguiam pela negativa da maior parte dos países europeus ocidentais. Esta situação mostra, contudo, um revés aquando da integração na comunidade europeia com a consequente partilha de modelos de instituições e padrões de desenvolvimento. Todavia, os desequilíbrios e as insuficiências são ainda muito evidentes: nas estruturas produtivas, na eficácia da proteção social e na qualificação do capital humano e social. Os défices existentes traçados no presente artigo, terão, é defendido, de ser ultrapassados num diálogo bilateral entre as instituições nacionais portuguesas e as instituições europeias. Enquanto que participação de Portugal deve passar por aprofundar o projeto europeu e fortalecer a coesão europeia, aumentar o contributo da União a favor da segurança e da paz e assegurar condições adequadas para a modernização e afirmação portuguesas, a Europa deve afirmar-se como mais do que um mercado mas como encruzilhada, um espaço de liberdade e justiça, que combine harmoniosamente competitividade, cooperação e solidariedade, sem as quais a nova Europa social não funciona, tanto coletiva como nacionalmente.

