"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Património Imaterial

Vozes de Manhouce

País: Portugal
Distrito: Viseu
Concelho: São Pedro do Sul

Grupo de Cantares de Manhouce
Tipo de Património
Património Imaterial
Valor patrimonial
Valor Etnográfico
Descrição

S. Pedro do Sul prepara candidatura de Vozes de Manhouce à UNESCO para declarar as Vozes de Manhouce Património Cultural Imaterial da Humanidade

A submissão da candidatura sustentar-se-á na investigação desenvolvida no âmbito do projeto "Práticas musicais, contextos de memória e detentores da tradição: Levantamento de Património Imaterial no concelho de S. Pedro do Sul", a levar a cabo pelo Município de S. Pedro do Sul, reunindo desta forma documentação relevante para o processo de identificação e estudo desta manifestação cultural feminina.

O Grupo de Cantares de Manhouce é um grupo de música tradicional fundado em 1978, em Manhouce, São Pedro do Sul.

O Grupo sucedeu ao Rancho Folclórico de Manhouce, criado em 1938, por ocasião do Concurso da Aldeia Mais Portuguesa de Portugal, onde se apresentou com os temas "Ó Prima Vamos P’ra Ceifa", "Cachopas Olaré Cachopas".

Este rancho folclórico, apesar das poucas apresentações, manteve-se até 1960 altura em que na sequência da emigração, perdeu a vocação de dança mantendo apenas os cantares.

A carreira do Grupo de Cantares de Manhouce continuou com a participação no Festival de Folclore do Algarve, em 1978, a convite da Região de Turismo do Algarve, já com Isabel Silvestre como solista principal juntamente outras duas mulheres para cantar a três vozes.

A oportunidade para gravar um disco surgiu depois uma atuação do grupo em Lisboa e foi editado "Cantares da Beira", em 1982.

O repertório do Grupo de Cantares inclui cantigas tradicionais da sua terra mantendo a característica de serem cantadas a três vozes sem acompanhamento musical. Os principais temas das cantigas de Manhouce são o trabalho, a festa e as devoções.

O reconhecimento por musicólogos e etnólogos surgiu por via de Armando Leça, Fernando Lopes Graça e Michel Giacometti, sendo assim inseridas no Cancioneiro Popular Português.

O repertório apresentado é de dois tipos: um que tem por base a música popular religiosa, com expressão polifónica, entoada por vozes femininas e outro que abrange a composição completa do grupo, onde se ouve a conjugação de vozes e a ligação entre elas.

Destaque ainda para os trajes escolhidos que são os de festa de casamento usados no início do século XX.
Data de atualização
16/09/2021
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