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Museus, Bibliotecas e Arquivos

Museu do Holocausto do Porto

País: Portugal
Distrito: Porto
Concelho: Porto

Tipo de Património
Museus, Bibliotecas e Arquivos
Uso atual
Museu
Proprietário/Instituições responsáveis
Comunidade Judaica do Porto
Descrição


O primeiro Museu do Holocausto na Península Ibérica funcionará no dias úteis entre as 14h30 e as 17h30. O Museu terá acesso livre até junho e obedecerá a rigorosas medidas de segurança.

O Museu do Holocausto do Porto
foi criado pela Comunidade Judaica do Porto (CIP/CJP) e retrata a vida judaica antes do Holocausto, o Nazismo, a expansão nazi na Europa, os Guetos, os refugiados, os campos de Concentração, de Trabalho e de Extermínio, a Solução Final, as Marchas da Morte, a Libertação, a População Judaica no Pós-Guerra, a Fundação do Estado de Israel, Vencer ou morrer de fome, Os Justos entre as Nações.

"São esperados milhares de turistas no verão e cerca de 10 mil alunos de escolas ao longo do ano", revela Josef Lassmann, membro da comunidade judaica do Porto, que estará presente diariamente no museu: "Sou filho de sobreviventes de Auchwitz, onde a minha querida mãe, ainda hoje viva, com 96 anos, e a minha avó foram submetidas a experimentos de Josef Mengele".

Em cooperação com o Programa “Nunca Esquecer,” Programa Nacional em torno da memória do Holocausto e para honrar a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto da qual Portugal é membro, o Museu do Holocausto do Porto exibe os documentos e os objetos deixados pelos refugiados na sinagoga do Porto, durante a Segunda Guerra Mundial, e retrata a vida judaica antes do Holocausto, o Nazismo, a expansão nazi na Europa, os Guetos, os refugiados, os campos de Concentração, de Trabalho e de Extermínio, a Solução Final, as Marchas da Morte, a Libertação, a População Judaica no Pós-Guerra, a Fundação do Estado de Israel, Vencer ou morrer de fome, Os Justos entre as Nações.

No novo Museu do Holocausto, os visitantes terão oportunidade de visitar a reprodução dos dormitórios de Auschwitz, assim como uma sala de nomes, um memorial da chama, cinema, sala de conferências, centro de estudos, corredores com a narrativa completa e, à imagem do Museu de Washington, fotografias e ecrãs exibindo filmes reais sobre o antes, o durante e o depois da tragédia.

O Conselho da Europa exortou os países-membros a combater o antissemitismo, e o novo Museu do Holocausto vai integrar-se numa estratégia da Comunidade Judaica do Porto que já conta com o Museu Judaico do Porto e com cursos para professores com vista ao combate ao antissemitismo.

Jonathan Greenblatt, o Diretor Nacional da Anti Defamation League vê com bons olhos a luta contra o antissemitismo encetada pela Comunidade Judaica do Porto através dos Museus Judaico e do Holocausto: "O museu do Holocausto transmitirá a lição não fique em silêncio diante do mal e o museu judaico ensinará a história judaica e reduzirá os habituais estereótipos malignos contra os judeus."



Testemunhos:

Eta Rabinowicz Pressman, associada da comunidade do Porto, conta: "Os irmãos e irmã da minha mãe foram mortos, eles e os filhos. Num dos casos, o porteiro do prédio queria salvar os filhos, mas eles recusaram, quiseram ir com os pais e morreram também. O único irmão que sobreviveu era prisioneiro dos soviéticos num gulag na Sibéria."

Deborah Walfrid Elijah, da Direção da CIP/CJP, conta: “O Holocausto deve ser contado pelas vítimas. A minha mãe chegou órfã à Argentina e o meu pai foi obrigado a tocar violino no campo de propaganda de Theresienstadt. Nasci sem avós. Todos foram executados na Polónia, depois de raspagem do cabelo, tatuagens de números nos braços e trabalho escravo”.

 

Luísa Finkelstein, membro do conselho geral da CIP/CJP, narra que “A história da minha família terminou, para uns, nos campos de extermínio, e outros foram vítimas de pelotões de fuzilamento depois de terem sido obrigados a abrir uma vala comum”.

Charles Kaufman, Presidente da organização de direitos humanos B'nai B'rith International, diz que "o Museu do Holocausto do Porto é um testemunho da herança e resiliência judaicas. Que ele sirva de farol para Portugal e para o resto da Europa”.

Sobre a Comunidade Judaica do Porto

A Sinagoga Kadoorie Mekor Haim é a maior da Península Ibérica e a Comunidade Judaica do Porto tem cerca de 500 membros, de mais de 30 países. Possui o Museu do Holocausto e o Museu Judaico, um cinema e parcerias de cooperação com a B´nai B´rith International, a Anti Difamation League, a Keren Hayesod, a Chabad Lubavitch, bem como com a Diocese do Porto e a Centro Cultural Islâmico do Porto.


Modo de funcionamento
Dias úteis entre as 14h30 e as 17h30.
Acesso livre até junho de 2021.
Morada
Rua do Campo Alegre, 790
Porto
Data de atualização
08/04/2021
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