"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Património Material

Convento de São Francisco da Cidade

Distrito: Lisboa
Concelho: Lisboa

Tipo de Património
Património Material
Classificação
Imóvel de Interesse Público
Proteção Jurídica
45/93, DR 280, de 30-11-1993
Identificação Patrimonial
Conjunto
Época(s) Dominante(s)
Medieval, Moderna
Tipologia original
Arquitectura Religiosa - Conventual/Monástica
Áreas Artísticas
Arquitectura Religiosa
Descrição

O Convento de São Francisco da Cidade foi o primeiro convento franciscano de Lisboa. Fundado no ano de 1217, detinha grande influência sobre a vida da cidade, facto que se reflectiria na sua própria designação "Cidade de São Francisco". A monumentalidade do antigo edifício é ainda hoje visível nas colunas jónicas que foram aproveitadas no Teatro de D. Maria II, Escola Politécnica e Igreja de S. Julião.
Em 1246 realizaram-se as primeiras obras de ampliação; no reinado de D. Manuel, em 1517, são iniciadas as obras de ampliação da igreja conventual. Na história do convento inscrevem-se dois incêndios, um no ano de 1707 e outro em 1741, de que resultou a destruição parcial do edifício; com o terramoto, de 1755, completou-se o ciclo de destruição. Dois anos depois inícia-se a reconstrução da casa religiosa. A expulsão das ordens religiosas, em 1834, transformou o convento no depósito público e central do património literário e artístico das casas religiosas extintas. Dois anos mais tarde, inicia-se a relação do edifício com a área das artes: em 1836, com a instalação da Academia de Belas Artes; em 1867, com a abertura da Galeria de Pintura Antiga; e, em 1911, com a criação do Museu de Arte Contemporânea.
A planta do convento é organizada em função de dois pátios quadrangulares, com alas rectangulares, o que imprime uma volumetria escalonada formada por paralelipípedos, com cobertura em terraço. O edifício possui quatro pisos, rasgados por vãos de diversos tipos.
No espaço interior configuram-se várias alas, às quais se tem acesso através de um corredor de cobertura em abóbada de aresta segmentada em vários tramos. No ângulo sudeste destacam-se duas escadarias simétricas em cantaria, desenvolvidas em três lanços rectos, compostas por lambril de azulejos rococó, policromos. No pátio sul encontra-se uma cisterna em cantaria, de planta quadrada, coberta por abóbada de berço.

Modo de funcionamento
Para mais informações por favor visite a página do Instituto Português do Património Arquitectónico www.ippar.pt
Morada
Largo da Academia Nacional de Belas-Artes, Rua de Capelo e Rua Serpa Pinto Mártires
1200
LISBOA
Fonte de informação
CNC / Patrimatic
Bibliografia
ALMEIDA, José António Ferreira de (coord.), Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, Selecções do Reader's Digest, 2ª reimpressão, Junho de 1982.

CAEIRO, Baltasar de Matos, Os conventos de Lisboa, [Sacavém], Distri, 1989.

DIÁRIO DA REPÚBLICA, I Série-B, nº 280 de 30-11-1993.

SANTANA, Francisco e SUCENA, Eduardo (dir.), Dicionário da História de Lisboa, Lisboa, Carlos Quintas & Associados - Consultores, Lda., 1994.

Data de atualização
13/01/2009
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