"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Património Material

Museu Calouste Gulbenkian

Distrito: Lisboa
Concelho: Lisboa

Tipo de Património
Património Material
Proteção Jurídica
Decreto nº 18 /2010 do Ministério da Cultura
Identificação Patrimonial
Conjunto
Época(s) Dominante(s)
Contemporânea (Séc. XX)
Descrição

Descubra as obras-primas da coleção reunida em vida por Calouste Gulbenkian e o edifício do Museu, criado de raiz para acolher este acervo. A visita virtual 360º e a plataforma Google Arts & Culture permitem também explorar as coleções do Museu.

O edifício do Museu Calouste Gulbenkian, projeto dos arquitetos Ruy Jervis d’Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa (1969), foi construído para integrar um acervo de cerca de seis mil peças reunidas por Calouste Sarkis Gulbenkian e encontra-se na zona norte do jardim Gulbenkian. Nas suas galerias, expõe-se um conjunto de cerca de mil peças distribuídas pelos núcleos de Arte Egípcia, Greco-Romana, Mesopotâmia, Oriente Islâmico, Arménia, Extremo Oriente e, na arte do Ocidente, Escultura, Arte do Livro, Pintura, Artes Decorativas francesas do século XVIII e obras de René Lalique.

O Edifício

Inaugurado em 1969, o projeto do edifício da Sede e do Museu da Fundação Calouste Gulbenkian resulta de um concurso restrito dirigido pela Administração a três equipas de arquitetos, que decorreu entre 1959 e 1960. O caderno de encargos, ambicioso e detalhado, obedecia ao pressuposto de que o novo edifício fosse «uma perpétua homenagem à memória de Calouste Gulbenkian, em cujas linhas se adivinhassem os traços fundamentais do seu caráter – espiritualidade concentrada, força criadora e simplicidade de vida».

Desta forma, o projeto deveria prever a articulação de diversas tipologias de instalações para cumprirem o objetivo de albergar a Sede, o Museu, os Auditórios e a Biblioteca da Fundação, com as respetivas estruturas de apoio. O local escolhido foi o Parque de Santa Gertrudes em Palhavã (localização atual).

Das três soluções apresentadas a concurso, foi selecionada a da equipa formada pelos arquitetos Ruy Jervis d’Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa, a qual apresentou um projeto que coincidia com os desígnios da encomenda: um conjunto arquitetónico de grande unidade, sóbrio e digno. Neste projeto trabalhou um grande número de especialistas em diversas áreas, coordenados pela equipa vencedora.

Os restantes projetos a concurso eram da autoria das equipas de arquitetura formadas, uma, por Arnaldo Araújo, Frederico George e Manuel Laginha, e, outra, por Formosinho Sanches, Arménio Losa e Pádua Ramos.

O conjunto arquitetónico existente, de estrutura aparentemente simples, e áreas sabiamente interligadas, encontra-se envolvido por um espaço verde projetado pelos arquitetos paisagistas Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto, de onde se destacam extensos relvados, lagos e ainda um anfiteatro ao ar livre.

O exterior do Museu apresenta-se como um maciço paralelepípedo retangular, onde a utilização do betão aparente e do granito revela um equilíbrio cromático contido. Planificado em função de cada objeto reunido por Calouste Gulbenkian, possui no piso inferior uma Galeria de Exposições Temporárias, uma loja e uma cafetaria. Neste piso encontra-se, ainda, a Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian.

Um marco na arquitetura museológica portuguesa, o edifício do Museu, organizado em torno de dois jardins interiores e com inúmeros vãos envidraçados para o exterior, permite ao visitante um diálogo constante entre a Natureza e a Arte.

Notável exemplo dos novos caminhos da Arquitetura Moderna Portuguesa da década de 1960, o edifício da Fundação Calouste Gulbenkian foi distinguido com o Prémio Valmor, em 1975, e classificado Monumento Nacional, em 2010.

A distribuição e articulação das galerias de exposição permanente estão orientadas por uma sistematização cronológica e geográfica que determinou, dentro de um percurso geral, dois circuitos independentes. O primeiro circuito é dedicado à Arte Oriental e Clássica e evolui através das galerias da Arte Egípcia, Greco-Romana, Mesopotâmia, Oriente Islâmico, Arménia e Extremo Oriente. O segundo percurso é dedicado à Arte Europeia, com núcleos dedicados à Arte do Livro, à Escultura, Pintura e Artes Decorativas esta última com especial destaque para a arte francesa do século XVIII e para a obra de René Lalique.

Expõe-se neste circuito uma diversidade de peças representativa das variadas manifestações artísticas da Europa, desde o século XI até meados do século XX. A iniciar este setor destaca-se um conjunto de marfins e de livros manuscritos iluminados, a que se segue uma seleção de Escultura e Pintura dos séculos XV, XVI e XVII. 

A arte do período do Renascimento produzida na Flandres, França e Itália encontra-se representada na sala seguinte. O século XVIII francês ocupa nas salas do Museu um lugar especial com as Artes Decorativas – destacando-se a Ourivesaria e o Mobiliário – a Pintura e a Escultura. Seguem-se galerias onde podem observar-se um núcleo de Pintura de Francesco Guardi, Pintura inglesa dos séculos XVIII e XIX, Escultura e Pintura do século XIX francês e finalmente um importante núcleo de joias e vidros de René Lalique, em sala própria.

 

Prémios
Prémio Valmor 1975
Morada
Av. de Berna, 45A
1067-001 Lisboa
Telefone
(+351) 21 782 3000
Fonte de informação
CNC / Patrimatic
Data de atualização
07/11/2024
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