Património Material
Palácio do Picadeiro classificado como monumento de interesse público
O Palácio do Picadeiro, onde se encontra instalado o Centro de Interpretação das Rotas da Transumância, em Alpedrinha, concelho do Fundão, foi agora classificado como monumento de interesse público e, consequentemente, fixada a respetiva Zona Especial de Proteção (ZEP).
Este monumento foi construído nas últimas décadas de Setecentos sobre uma edificação mais antiga, conhecida como «Casa Quadrada», que dataria, pelo menos, do século XVI. A sua traça, cujo ambicioso projeto original nunca foi concluído, segue um programa de gosto barroco que se harmoniza com o desenho do vizinho Chafariz Real ou das Seis Bicas, edificado em 1714.
O edifício teve inúmeras utilizações até ao início do século XX, antes de ser adquirido pela Câmara Municipal do Fundão. Alberga, atualmente, um núcleo museológico que integra o Centro de Interpretação da Rota da Transumância.
A presente classificação «reflete os critérios constantes do artigo 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, relativos ao caráter matricial do bem, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica e urbanística, e à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva», como se pode ler na portaria de classificação nº256/2026/2, agora publicada em Diário da República.
«A Zona Especial de Proteção tem em consideração a implantação do Palácio do Picadeiro em local destacado da zona histórica de Alpedrinha, por sua vez inserida na extraordinária paisagem da serra da Gardunha» e «a sua delimitação visa assegurar o enquadramento urbanístico e paisagístico do imóvel, de forma a proteger e garantir as perspetivas de contemplação e a bacia visual do mesmo.
Portaria nº 256/2026/2,?Diário da República, 2.ª Série, nº 97, de 20 de maio de 2026.

