"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Ateliers, Cursos e "Workshops"

Cultura e Civilização Chinesa

Sob a orientação do sinólogo António Graça de Abreu, este curso em nove sessões percorre a história e civilização do velho e novo Império do Meio, numa abordagem compreensiva às suas múltiplas manifestações culturais, artes e religiões.

22 Abr a 24 Jun 2017

Museu do Oriente
Avenida Brasília | Doca de Alcântara (Norte), 1350-352 Lisboa
Preço
100.00€


O  curso tem como objetivo tentar compreender o mundo chinês através de um diálogo aberto e multifacetado com a sua cultura e a civilização. Uma viagem pela história, pelo continuado desdobrar da civilização  do velho e novo Império do Meio, uma  abordagem  às  múltiplas  manifestações  culturais  –  pela  diferença,  pelo  fascínio, pela  fruição  estética,  pela  sagesse,  pela  busca  da  harmonia,  por  modos  diversos  de entender  o  Mundo  e  de  nos  entendermos  a  nós  próprios.  

Ao  longo  das  nove  sessões, procurar-se-á   a  ligação  entre  a  China  histórico-cultural  e  a  contemporaneidade.

Tempo  ainda  para  uma  breve  passagem  por  Macau  e  pela  presença  portuguesa  no império chinês.

22 abril a 24 junho

Com António Graça de Abreu
Sábados |  22, 29 abril; 06, 13, 20, 27 maio; 03, 17, 24 de junho 
Horário | 10.00-13.00
Preço: € 100,00 
Público-alvo: Adultos
Nº de participantes: Mín. 25

PROGRAMA

22 abril 
INTRODUÇÃO

• Definições de Cultura.
• Definições de Civização
• O mundo chinês.
• Espaços e populações.
• China, Zhongu, Império do Meio.
• Características gerais da civilização chinesa.

29 abril

A LÍNGUA E A ESCRITA

• Os caracteres, cimento cultural e civilizacional.
• Putonghua, o chinês comum, o “mandarim”, os dialetos. A transliteração hanyu pinyin.
• A caligrafia. Os “quatro tesouros” do letrado: pincel, tinta-da-china, tinteiro e papel de arroz. • Vamos escrever caracteres em papel de arroz.
• Escrita, selos e imprensa.
• A fabulosa história dos shi shi, os dez leões, etc.

6 maio

ARTE CHINESA 
(com visita às coleções do Museu do Oriente)

• Bronzes, jades, cerâmicas, escultura, terracotas.
• Cerâmica vidrada, céladon, porcelana.
• A joalharia, mobiliário, frasquinhos de rapé.
• A grande pintura, o apogeu da paisagem. A caligrafia
• Arquitetura e monumentos.
• A arte nos espaços imperiais
• A música

13 maio

RELIGIÕES CHINESAS

• San Jiao, as três religiões ou três ensinamentos: taoísmo, confucionismo e budismo. Lao Zi, Confúcio e Buda, três vias ao encontro da sabedoria, da retidão, da meditação e da paz. O chan, ou zen.
• Religiosidade popular (visita à coleção do Museu do Oriente)

20 maio

DINASTIAS HAN (206.A.C. - 220 D.C.), TANG (618-907), SONG (960-1279) E YUAN (1280-1368)

• As estruturas do Império, poderes, mandarins-letrados, características únicas do sistema “feudal” chinês.
• A agricultura, os artífices, a economia, vida quotidiana
• O Império e as suas capitais.
• Chang’an (actual Xi’an). A dimensão simbólica: palácio imperial, o desdobrar da cidade, quarteirões, muralhas. A vida das gentes.
• As outras capitais: Luoyang, Jiankang (Nanquim), Kaifeng, Pincheng (Datong), Hangzhou, Pequim.
• Visita guiada a cada uma das capitais da China clássica, com fotos, vídeos, etc.
• China antiga, China moderna, China de sempre.

27 maio

A LITERATURA

• A grande Poesia. Shi, “poesia”, ou seja, “as palavras do templo”.Han Shan (séc. VIII), uma voz mágica na Montanha Fria.
- Wang Wei (701-761), pintura, sagesse, depuração do espírito.
- Li Bai ou Li Po (701-762), genialidade, vinho, prazeres da vida.
- Du Fu, ou Tu Fu (712-770) O testemunho do desconcerto do mundo, humanismo chinês, génio poético.
- Bai Juyi (772-846), tradição e modernidade, ironia e sabedoria.
- Li Qingzhao (1084-1151), a grande senhora a exaltação do belo e da serenidade.
- Outros poetas.
• O teatro. A dinastia Yuan (1279–1368), mongol, e o apogeu do teatro chinês. Xi Xiang Ji ou o Pavilhão do Ocidente, a obra mais famosa da dramaturgia chinesa.
• O romance chinês, séculos XV a XVIII. O San Guo Shi, Romance dos Três Reinos, o Shui Chu Chuan, À Beira de Água, o Xi Yu Xi ou Peregrinação a Ocidente, o Jin Pin Mei ou Ameixoeira da Jarra de Ouro, o Hong Lou Meng ou Sonho do Pavilhão Vermelho.
• Gao Xingjian ((1940-) , Prémio Nobel da Literatura 2000 e a sua Ling Shan, a Montanha da Alma. Mo Yan (1955- ), Prémio Nobel 2012.

3 junho

UM POUCO DE HISTÓRIA: DINASTIAS MING (1366-1644), QING (1644-1911) E A REPÚBLICA (1912-).

• A consolidação e reconstrução Ming.
• O excecional século XVIII. Os grandes imperadores manchus, Kangxi, Yongzheng e Qianlong (r. 1662-1796).
• Sec. XIX. A decadência do Império.
• Estrangeiros à conquista da China.
• 1911, Uma República falhada. Comunistas e nacionalistas na conquista do poder.
• Guerra, o Japão, Mao Zedong, Chiang Kai-shek.
• A vitória comunista, a Nova China (1949 a 2017).

17 junho

PORTUGUESES NA CHINA

• Os Portugueses nos mares da Ásia Extrema. Comerciantes, aventureiros e missionários à descoberta do mundo chinês.
• Os primeiros intérpretes, (sécs. XVI e XVII). Tomé Pires, cartas dos cativos de Cantão, Gaspar da Cruz, Fernão Mendes Pinto, Álvaro Semedo, Gabriel de Magalhães.
• Os jesuítas em Pequim e no Grande Império do Meio (1598-1805). Quotidianos, inserção no mundo chinês, catequização, conflitos, perseguições.
• Missionários de outras ordens religiosas (franciscanos, lazaristas) na China. A Impossível/possível evangelização. Encontros, desencontros, o testemunho da História.
• Portugueses em Xangai e em Pequim, sécs. XIX, XX e XXI.

24 junho

MACAU, UMA HISTÓRIA SINGULAR, OS NEGÓCIOS, OS FASCÍNIOS, AS MAGIAS

• A fundação e sobrevivência de Macau. Diferentes teses. O trato, a veniaga, os negócios da China.
• Século XVII, a cidade a crescer. A cobiça e derrota holandesa (1622).
• A precariedade da fixação portuguesa, condicionantes permanentes.
• O exercício dos poderes em Macau, o Leal Senado, os governadores ou capitães-gerais, os bispos. O poder dos mandarins.
• O comércio do anfião ou ópio. A Guerra do Ópio (1839-1842) e a fundação de Hong Kong.
• Os tempos agitados do governador Ferreira do Amaral (1849), o fim da China tradicional.
• As ilhas da Taipa e Coloane. Os tratados entre a China e Portugal (1862 e 1887).
• Macaenses em Hong Kong e Xangai.
• Sun Yat-sen, pai da república chinesa em Macau.
• 1911, Macau e China no entendimento de Camilo Pessanha.
• 1927-1949, as grandes mudanças no Império do Meio. A província de Guandong.
• Macau moderna, o crescimento imparável. O jogo, as indústrias, o turismo.
• A reintegração de Macau na grande China (dezembro de 1999).
• Macau, século XXI, um passado fascinante, um presente próspero, um futuro único em terras da China.
• Património arquitetónico, património construído. Igrejas, templos, palácios, jardins e pagodes. E sobretudo casinos.
• Poetas, prosadores, letrados de Macau. Pintores de Macau. Museus de Macau. Museu do Oriente, Museu CCCMacau.
Entidade promotora
Fundação Oriente +

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