"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Teatro

"Ninguém Morre a Cantar"

Um espetáculo que cruza teatro e ópera para fazer uma reflexão sobre poder, silenciamento feminino e sacrifício. Concebido e interpretado por Sara Belo, acompanhada ao piano por Pedro Vieira de Almeida, tem texto de Rui Pina Coelho.

 © Pedro Serpa

28 Mai a 31 Mai 2026

Teatro da Comuna
Praça de Espanha S/N, 1050-024 Lisboa
Ninguém Morre a Cantar parte de uma das convenções mais célebres da ópera – a de que as personagens cantam até ao último momento de vida, para interrogar o que este género nos diz ainda hoje sobre poder, silenciamento feminino e sacrifício. A estreia será dia 28 de maio, às 19h, no Teatro da Comuna, onde estará em cena até dia 31. No dia 6 de junho terá uma apresentação no Teatro O Bando, em Palmela e, nos dias 13 e 14 de junho, duas apresentações no CAL.

A ideia deste projeto partiu de Sara Belo, atriz, cantora, professora de voz e experimentalista vocal. Trabalha frequentemente no teatro, mas também na música clássica, normalmente, na ópera, cujo meio conhece relativamente bem. Ocorreu-lhe trazer a ópera para o teatro e propor uma reflexão sobre este género. Para a escrita do texto, convidou Rui Pina Coelho, professor universitário, dramaturgo e dramaturgista, que, desde 2010, tem colaborado regularmente com o TEP – Teatro Experimental do Porto.

Sara Belo interpreta uma cantora que entrecruza a sua história pessoal com a das grandes figuras operáticas: mulheres suspensas entre a idealização e a realidade, entre a paixão e a morte. Ela recebe o público no seu camarim, pouco antes de entrar em palco. Nesse intervalo suspenso, entre ensaio e representação, vai tecendo uma conversa íntima e fragmentada: fala de árias que a marcaram, de heroínas operáticas condenadas a morrer por amor, de revoluções desencadeadas por uma ópera numa noite de agosto em Bruxelas e de um varredor de rua que apanha umas chaves do chão sem que ninguém dê por isso. Pedro Vieira de Almeida, acompanha ao piano.

O espetáculo desenrola-se como um ensaio ao vivo – parte conferência, parte concerto, parte confissão – em que a narrativa operática e a experiência de uma mulher real se entrelaçam de forma cada vez mais indistinta. De Offenbach a Wagner, de Verdi a Purcell, as árias cantadas não são apenas memória musical: são o fio condutor de uma reflexão sobre as mulheres que a ópera condena ao silêncio, ao sacrifício e à morte, enquanto os homens cantam a liberdade e a pátria.
Num espaço de proximidade com o público, Ninguém Morre a Cantar é um espetáculo que confronta as hierarquias de género e de classe que moldaram este repertório e que ainda hoje o habitam. Com ironia e ternura, deixa no ar a pergunta: o que resta quando a música acaba?

Bilhetes à venda na BOL
Agenda
Infantil

Para Onde Vão?

Sala de Ensaios - Teatro Municipal Joaquim Benite 16 Mai a 17 Mai 2026

Ver mais eventos

Passatempos

Passatempo

Ganhe convites para o espetáculo "A Oliveira Milenar"

Em parceria com o Auditório de Espinho, oferecemos convites duplos para o espetáculo de Teatro e Marionetas de Mandrágora "A Oliveira Milenar", integrado no Festival Mar Marionetas. Findo o passatempo, anunciamos aqui os nomes dos vencedores!

Passatempo

Ganhe convites para a antestreia do filme "A BALEIA CANTORA"

Em parceria com a PRIS Audiovisuais, oferecemos convites duplos para a antestreia do filme de animação, que conta a história de uma baleia tímida que tem de conseguir enfrentar o seu destino e invocar a sua mística melodia para salvar os oceanos da destruição total.Findo o passatempo, anunciamos aqui os nomes dos vencedores!

Visitas
125,605,375