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Inúmeros espaços para visitar em Belmonte

Para além do Museu dos Descobrimentos e do Museu Judaico, o concelho de Belmonte tem muitas outras ofertas na área da museologia.


CONCELHO DE BELMONTE FEZ UMA FORTE APOSTA NO TURISMO CULTURAL


Para além do Centro Interpretativo "À Descoberta do Novo Mundo" e do Museu Judaico, o concelho de Belmonte tem muitas outras ofertas na área da museologia, como o Ecomuseu do Zêzere, o Museu do Azeite, a Igreja de Santiago, o Castelo, o assentamento romano da Fórnea, a Casa da Torre em Caria e a Torre de Centum Cellas (Colmeal da Torre).

À exceção deste último espaço, todos os equipamentos são geridos pela Empresa Municipal de Promoção e Desenvolvimento Social de Belmonte, que já tem ao seu serviço uma dezena de pessoas.

O Ecomuseu está implantado num antigo celeiro da família Cabral, denominado Tulha dos Cabrais. O espaço aborda a vida do Rio Zêzere, desde o seu nascimento, até desaguar no Tejo, sublinhando a sua importância para a riqueza agrícola da região.

No Museu do Azeite, dá-se a conhecer ao visitante as técnicas da produção do azeite e a importância que teve e continua a ter na economia local.

Na Igreja de Santiago, para além da história do monumento, está em foco o percurso Mérida-Braga, utilizado pelos peregrinos que iam a Santiago de Compostela. Continua a ser local de passagem obrigatória.

No Castelo de Belmonte foram aproveitadas também algumas salas para musealização e exposições temporárias ou fixas.

Na margem direita da estrada que liga Belmonte a Caria pode ser vista uma antiga “villa romana”. No local existe sinalética com toda a informação necessária.

Em Caria, a Casa da Torre serve de “quartel-general” para todo o espólio arqueológico do concelho e onde especialistas da área podem debater ideias. Por vezes recebe sessões teóricas ou práticas sobre investigação e restauro de peças, por exemplo.

Recentemente, abriu mais um espaço para atrair visitantes. Trata-se do Lagar de Maçaínhas, que vai recuperar a sua função agrícola, produzindo azeite, mas que, ao mesmo tempo, permitirá a presença de turistas interessados em observar ao vivo a produção ou participar em tibórnias de degustação.

Quanto à Torre de Centum Cellas, situada na freguesia de Colmeal da Torre, continua a ser o mesmo enigma de sempre. Votado quase ao abandono pelo Estado, o monumento vai sobrevivendo à erosão dos dias. Mas os turistas não dispensam uma visita a uma obra de granito fantástica, que terá sido quinta de um cidadão abastado, convento, cadeia. Enfim, há muitas teorias...



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"Museus, espaços de memória"
revista integrante da edição do Jornal do Fundão do dia 6 de dezembro de 2012

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