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Roteiros

PÁTIOS E VILAS DE LISBOA (Bairro Alto / Chiado)

O Centro Nacional de Cultura propõe um percurso pela zona do Bairro Alto / Chiado, onde os recantos se sucedem (alguns escondidos) e convidam a descansar e apreciar a cidade.

Durante o mês de junho, os pátios de Lisboa são percorridos por milhares de pessoas, os enfeites e rebuliço, próprios dos festejos dos Santos Populares, devolvem à comunidade uma característica única, tornando-os em motivo de orgulho para quem lá vive e para quem escolhe passar por lá.

Pontos de Interesse

Pátio dos Quintalinhos

Pátio com entrada pela rua das Escolas Gerais. É um local de grande significado histórico visto ter sido aí fundado a primeira universidade em Lisboa a mando do rei D.Dinis, em 1290. A origem do nome não é explícita, mas poderá dever-se ao facto de ter existido na zona diversos quintais de edifícios. É muito provável que após a cessação da universidade o local tenha sido ocupado pela população. O pátio tem acesso através de um portal aberto no muro alto; no interior, no topo do lado direito, encontravam-se as fundações da universidade, no entanto, são pouco os vestígios que chegaram até nós, embora identificados e inventariados no século passado.

 

Pátio do Palácio dos Almadas Carvalhais
Palácio mandado construir, no séc. XVI, pelo banqueiro Rui Fernandes de Almada, com algumas modificações no século posterior. O pátio fica no meio do edifício, de influência genuinamente italiana, sendo necessário por isso, percorrer um túnel em rampa para o avistar. No seu interior encontram-se decorações nos capitéis, bases de motivos vegetalistas e representações simbólicas da iconografia apocalíptica, muito do agrado do banqueiro. Este pátio é sem dúvida um dos mais belos recantos de Lisboa mas necessita de facto de uma intervenção para a sua conservação.

Pátio da Galega
Situado na Rua da Boa Vista, é à semelhança do primeiro, um dos pátios da era pombalina, sendo formado por um beco aberto entre dois prédios em forma de T. A particularidade deste pátio é o recato proporcionado pela altura das construções vizinhas fornecendo uma sombra agradável nos quentes meses de verão. O beco que lhe dá acesso é formado por um túnel encimado por um arco.


Pátio da Cova
Este pátio parece datar dos finais do séc. XIX, precisamente do ano 1877, visto que ali se estabeleceu uma oficina de fundições. O acesso é providenciado pelo corredor criado por uma série de andares dos anos 30 e 40. De realçar no pátio, o palacete do século XVII, solar dos Marqueses de Sampaio, de estilo maneirista com frontão triangular interrompido, e ainda os vestígios arqueológicos da época romana. Hoje, infelizmente, o palácio encontra-se ao abandono, urge recuperar uma parte significativa da história da cidade.

Pátio da Encarnação
No plano de reconstrução da baixa pombalina devido à sua estrutura rígida, de valorização dos espaços amplos e organizados não contemplou os espaços característicos dos pátios, no entanto é possível encontrar exemplos desse tipo ocultos à vista desarmada. O pátio da Encarnação, é um corredor que acompanha as paredes laterais da Igreja da Encarnação em forma de ziguezague, terminando num pequeno recinto. De notar ainda o pavimento embelezado com uma calçada portuguesa de motivos geométricos.

Pátio do Correio Geral

Situado entre a Rua do Século e a Rua das Mercês. O Palácio construído nos finais do séc. XVIII, como muitos foi transformado em habitação comunitária. O pátio comunica com o exterior por intermédio de um túnel surpreendendo com um amplo espaço cujo traçado inclui influências italianas e francesas. Tornado auto suficiente com a instalação de lojas de comércio para abastecer os moradores.

Pátio do Curvo
Tem acesso pela rua do Paraíso. Considera-se como uma dependência do palácio que se encontra defronte e que pertenceu aos Curvos Semedos, hoje totalmente descaracterizada. Para ter acesso ao pátio é necessário envolver-se num corredor em forma de cotovelo. O interior esconde vestígios quinhentistas numa das habitações de dois pisos que possui uma escadaria em pedra.

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