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A voz única de Ismail Kadaré às ordens d’"O General do Exército Morto"

Sextante Editora publica romance que revelou ao mundo um dos mais importantes autores dos nossos tempos.


Vinte anos após a derrota da Itália na Segunda Guerra Mundial, um general italiano é enviado à Albânia para recuperar os corpos dos soldados italianos aí abandonados. Por lá se cruzará com um general alemão incumbido de tarefa semelhante. Neste romance, 
Ismail Kadaré observa com ironia feroz o espetáculo de drama e humor que é a «tarefa odiosa» dos generais dos exércitos mortos. «Aquilo que fazemos é uma espécie de um duplicado da guerra», diz O General do Exército Morto. «Talvez seja mesmo pior do que o original», replica o seu congénere.

A história ganha uma nova dimensão quando, com base em testemunhos orais de habitantes locais e diários de soldados encontrados pelos oficiais, é reconstruída a tal «época em que éramos obrigados a viver nas trevas, em que éramos forçados a esconder-nos de nós próprios», nas palavras do general italiano. Página a página, o leitor fica ainda a conhecer a personalidade singular da Albânia, país «onde a bandeira simboliza apenas o sangue e o luto». Neste livro, há um exército inteiro embrulhado em náilon a prová-lo.

«Kadaré é uma voz única da ficção contemporânea.»
Kirkus Review

«Meditação sobre as consequências da guerra, relato comovente sobre o dever e a perda.»
New York Book Review

SOBRE O LIVRO
O General do Exército Morto


Título: O General do Exército Morto
Autor: Ismail Kadaré
Tradutor: Artur Lopes Cardoso
Páginas: 288
PVP: 16,60 €


Ver primeiras páginas

SOBRE O AUTOR

Ismail Kadaré

Nasceu em 1936, em Gjirokastra, no Sul da Albânia. Estudou em Tirana e em Moscovo no Instituto Gorky. Após a rutura do seu país com a União Soviética, em 1960, iniciou uma atividade jornalística e publicou os seus primeiros poemas. Entre 1970 e 1982, foi deputado da Assembleia Popular de Tirana, tendo em outubro de 1990 obtido asilo político em França. É o mais conhecido escritor albanês e as suas obras estão traduzidas em diversas línguas. De entre os seus livros mais importantes destacam-se os romances O General do Exército Morto (1963), Crónica da Cidade de Pedra (1971), Os Tambores da Chuva (1972), O Concerto (1988), Abril Despedaçado (1978), O Palácio dos Sonhos (1981), A Pirâmide (1992) e a seleção de textos Três Contos Fúnebres pelo Kosovo (1998). Em 2005, Kadaré foi galardoado com o primeiro prémio Man Booker International pela sua carreira literária. Em 2009 e 2015 recebeu, respetivamente, o Prémio Príncipe das Astúrias e o Prémio Jerusalém.
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