"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Notícias

Duas dezenas de filmes de Éric Rohmer em sala e em DVD no centenário do realizador

A Leopardo Filmes anunciou a aquisição de uma série de obras restauradas do cineasta, que vão desde a sua estreia, em 1962, com O Signo do Leão, aos contos das quatro estações dos anos 1990.

Éric Rohmer foi um dos mestres saídos da nouvelle vague na década de 1960 DR


O limbo permanece e uma data para o regresso à normalidade pré-coronavírus é, por agora, impossível de definir. Mas é certo que essa data e essa normalidade regressarão e que poderemos, por exemplo, voltar a reunir-nos em salas de cinema. Para essa altura fica já marcado o reencontro com um dos mestres do cinema francês, Éric Rohmer. Assim o dita o comunicado desta sexta-feira em que a Leopardo Filmes anuncia a aquisição de 20 filmes restaurados do realizador que cumpriria 100 anos dia 21 de março.

Os filmes agora adquiridos, que abrangem uma linha cronológica que se inicia precisamente com a estreia do cineasta na longa-metragem (O Signo do Leão, 1962) e avança até aos contos das “quatro estações” realizados na década de 1990, estrearão em sala e serão posteriormente editados em DVD. Nesse futuro ainda sem data marcada, mas com ano preciso, ou seja, este 2020, o ano do centenário de Rohmer, tempo então para reencontrar A Minha Noite em Casa de Maud (1969) e O Joelho de Claire (1970) – dois dos seis “contos morais”, série integralmente incluída nestas compras –, A Marquesa de O (1976) ou Paulina na Praia (1983).

Inevitavelmente associado à nouvelle vague, e um dos maiores cineastas a emanar dela, apesar de mais velho do que os restantes, como Jean-Luc Godard ou François Truffaut, Éric Rohmer migrou da literatura, o seu primeiro veículo expressivo, e carregou-a consigo para o cinema na década de 1950, tornando-se próximo daqueles que viriam a fundar os determinantes Cahiers du Cinéma, que chegou a dirigir. Nos anos 1960 começa a construir uma obra cinematográfica que aumentaria em cadência constante até perto da sua morte, a 11 de Janeiro de 2010. O seu último filme, Os Amores de Astrea e de Celadon, estreou em 2007.

Além dos já referidos, os filmes adquiridos incluem A Coleccionadora (1967), O Amor às 3 da Tarde (1972), Perceval, o Gaulês (1978), A Mulher do Aviador (1981), O Bom Casamento (1982), Noites de Lua Cheia (1984), O Raio Verde (1986), O Amiga da Minha Amiga (1987), 4 Aventuras de Reinette e Mirabelle (1987), A Árvore, o Presidente e a Mediateca (1993) e Os Encontros de Paris (1995).


in Público | 20 de março de 2020
Notícia no âmbito da parceria Centro Nacional de Cultura | Jornal Público
Visitas
50,742,004
>