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Tapada da Ajuda abre com novos caminhos, "novas portas para o pulmão verde de Lisboa"

Os portões da tapada lisboeta abriram-se às visitas. Há novos trilhos, caminhos renovados, pedonais e cicláveis pelo campus do Instituto Superior de Agronomia. A ligar a Ajuda a Alcântara e Monsanto. São cem hectares de parque para (re)descobrir.

Foto ISA Manuel Levita / CML Manuel Levita / CML Manuel Levita / CML


Em tempos de procura cada vez maior por “passeios higiénicos”, e por passeios pela natureza da cidade, é tempo de redescobrir a monumental e luxuriante Tapada da Ajuda nos seus cem hectares de parque botânico. A partir de agora, portas abertas às visitas e a todas as (re)descobertas.

A “nova” Tapada da Ajuda foi aberta oficialmente esta terça-feira com representantes dos organismos envolvidos, a autarquia de Lisboa, Instituto Superior de Agronomia (ISA) e Junta de Freguesia de Alcântara.

Os trabalhos realizados ao longo de 2020 na tapada permitiram criar "novos caminhos e trilhos” e renovar outros, tanto pedonais como cicláveis, que “agora ligam as quatro entradas da Tapada, bem como a Tapada ao Parque Florestal de Monsanto e à cidade”, anunciava ainda em Dezembro a autarquia.

“Caminhos verdejantes, percursos pedestres e pistas cicla?veis fazem parte da paisagem de quem passeia nos novos caminhos que ligam Ajuda a Alca?ntara”, resumiu entretanto a Lisboa Green Capital 2020, evento no qual se integrou ainda a abertura da tapada.

Com um projeto com “investimento municipal de 700 mil euros”, segundo a autarquia, “além da recuperação de percursos degradados e sem segurança”, foi também instalada “nova sinalética e mobiliário”.

"Alcântara está agora (ainda) mais próxima de Monsanto!", anunciava, por outro lado, a junta de freguesia de Alcântara. “Há novas portas que dão acesso ao pulmão verde de Lisboa, através dos acessos que sempre fizeram parte da nossa história”, resumia-se, sublinhando-se: “estamos agora mais próximos do Instituto Superior de Agronomia”.

Neste imenso parque botânico, com história que remonta ao séc. XVII, não faltam maravilhas, tanto naturais, como arquitetónicas. Inclui até uma “reserva botânica reconhecida internacionalmente pela sua floresta única de zambujeiros”, como destaca a câmara na apresentação da tapada, além de um universo de maravilhas naturais - e, realce-se, vinhas.

E há alguns dos “melhores exemplos de arquitetura civil da segunda metade do séc. XIX”, como o Pavilhão de Exposições e o Observatório Astronómico de Lisboa. O edifício principal do ISA (1917), as Minas de Água, o Auditório de Pedra, a Antiga Abegoaria, as antigas vacarias e cocheira, o Chalet da Rainha D. Amélia e o Jardim da Rainha, ou o miradouro (boas vistas absolutas) são outros dos pontos de atração.

A junta confirmou também os horários de quatro portões de acesso, três deles com acesso a “peões, bicicletas, automóveis com cartão de identificação": Portão Jau é 24h/dia; Portão de Monsanto é das 7h30 às 10h30 e 16h30 às 19h30 (dias úteis); Portão do Pólo da Ajuda das 7h às 19h (no Inverno - no Verão até 21h). Com acesso apenas a peões e bicicletas: Portão da Ponte, com horário igual ao portão do polo da Ajuda. Mais informações gerais aqui.

Na Primavera, haverá mais novidades: a autarquia e o ISA planeiam criar “dois parques hortícolas” e “cerca de uma centena de talhões que passarão a estar disponíveis à população”.


Lusa, in Público | 10 de janeiro de 2021
Notícia no âmbito da parceria Centro Nacional de Cultura | Jornal Público

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