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Luisa Cunha é a artista vencedora do Grande Prémio Fundação EDP Arte 2021

O júri deliberou por unanimidade atribuir este prémio à artista salientando a originalidade, ousadia experimental, multidisciplinaridade e pioneirismo no uso de novas linguagens, e destacando a sua influência nas gerações mais jovens.


O júri salientou ainda, para fundamentar a sua decisão, a forma como a artista trabalha o espaço e o som a partir da linguagem verbal, num permanente jogo de construção e desconstrução de significados.

O trabalho de Luisa Cunha está fora de classificações geracionais, sendo herdeira das experiências de desmaterialização da arte internacional dos anos 70.

Este é um prémio de reconhecimento e contribuirá certamente para dar a Luisa Cunha a visibilidade pública que o seu mérito artístico justifica.

O júri desta edição foi composto por Benjamin Weil, curador e crítico de arte francês e diretor do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian; Philippe Vergne, diretor do Museu de Arte Contemporânea de Serralves; Teresa Patrício Gouveia, antiga presidente da Fundação de Serralves e antiga administradora da Fundação Calouste Gulbenkian, e Tobi Maier, diretor das Galerias Municipais de Lisboa. Integram também o júri Vera Pinto Pereira, presidente da Fundação EDP; Miguel Coutinho, administrador e diretor geral da Fundação EDP; e José Manuel dos Santos, administrador e diretor cultural da Fundação EDP.

O Grande Prémio Fundação EDP Arte foi criado no ano 2000 com o objetivo de consagrar artistas plásticos, com carreira consolidada e historicamente relevante, cujo trabalho contribui para afirmar e fundamentar as tendências estéticas contemporâneas portuguesas.

Além do valor pecuniário do prémio de 50 mil euros, o artista escolhido é homenageado através de uma exposição de caráter retrospetivo e/ou antológico, e da publicação de um catálogo que constitui uma importante referência historiográfica e bibliográfica.

Na história das suas edições, o Grande Prémio Fundação EDP Arte distinguiu grandes nomes da arte contemporânea como Lourdes Castro (2000), Mário Cesariny (2002), Álvaro Lapa (2004), Eduardo Batarda (2007), Jorge Molder (2010), Ana Jotta (2013) e Artur Barrio (2016).
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