"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Teatro

A Tradição Oitocentista dos Teatros de Alcobaça

Será algo contraditório referir uma tradição nas áreas de edificação urbana em Alcobaça sem partir da óbvia evocação do Mosteiro.

Cine-Teatro de Alcobaça João d’Oliva Monteiro


Mas aqui, mais singelamente, referimos edifícios de teatros ou de cineteatros: e mesmo sem obviamente confundir as coisas, sem obviamente querer valorizar, no mesmo grau, monumentos ou edifícios de expressão arquitetónica e cultural, justifica-se, cremos, esta evocação seletiva de referências à infraestrutura de espetáculos na cidade de Alcobaça.

Ficou a memória de um então chamado Theatro Alcobacense, iniciativa de um grupo de alcobacenses que consideraram necessário dotar a cidade de uma sala de espetáculos. Sem embargo, evidentemente, da preponderância, a nível mundial do Mosteiro em si mesmo: e cabe hoje recordar que no próprio Mosteiro se efetuaram, ao longo dos séculos, manifestações dramáticas e musicais.

Mas, de qualquer maneira, evoca-se a iniciativa local de dotar Alcobaça de uma sala de espetáculos. Estamos em 1838, note-se: mas a iniciativa deve-se a um grupo de alcobacenses apoiados e estimulados por uma figura de destaque, o Conde de Vila Real, que muito contribuiu para a construção. E efetivamente, em 6 de janeiro de 1840 é inaugurado o então chamado Theatro Alcobacense, curiosamente incrustado no próprio Mosteiro.

A sala notabilizou-se pela sua dimensão e pela rentabilização do próprio espaço disponibilizado, numa arquitetura de interior adequada à época da adaptação: plateia, frisas, duas ordens de camarotes, galeria.

Mas nos anos 40 do seculo passado surge um Cine-Teatro de Alcobaça, assim mesmo designado, a partir de um projeto inicial do Arquiteto Ernesto Korrodi, que tantas vezes aqui temos referido.  Korrodi morre em 1944, mas a sua atividade é continuada e de certo modo renovada pelo filho, Camilo Korrodi. Nomes que, repita-se, temos muitas vezes encontrados nestas evocações de salas de espetáculo.

Adquirido pela Câmara Municipal em 1998 e sujeito a obras de restauro, o Cine Teatro de Alcobaça comporta duas salas, então designadas como Grande Auditório, com para cima de 300 lugares, e Pequeno Auditório, este com cerca de 65 lugares. Internacionalizou-se a programação.

E finalmente: em 2010 a Câmara homenageou um cidadão alcobacense, acrescentando-lhe o nome. Passa a chamar-se então Cine-Teatro de Alcobaça João d’Oliva Monteiro.

Mas como veremos, não fica por aqui a infraestrutura de espetáculos de Alcobaça.  

DUARTE IVO CRUZ

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