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Fernando Pessoa foi alguma vez salazarista?

O que pensava Pessoa de Salazar? Amava-o ou odiava-o? Pessoa foi alguma vez salazarista ou fascista? Uma coisa é certa, entre 1928 e 1935, ano da sua morte, Fernando Pessoa viveu obcecado pela figura de Salazar. E Pessoa disse e escreveu muito sobre o ditador: textos a ferver, por vezes.
 

Agora, esses textos são reunidos em Que Salazar era o Salazar de Fernando Pessoa?, um livro de divulgação histórica que nos dá a conhecer as diferentes visões que Pessoa teve de Salazar. Este livro inclui comentários e uma Cronologia Breve de um Ditador Longo, assinados por Manuel S. Fonseca. A obra chega à rede livreira nacional no próximo dia 24 de Agosto, numa edição Guerra e Paz com o apoio do Grupo Cofina.

Estávamos na década de 1920 e Fernando Pessoa vivia em Lisboa, animado pela centena de heterónimos que moravam dentro do seu espírito. Salazar, muito longe de ser o Salazar que hoje recordamos, estava no seu sossego monástico, em Coimbra, até que, em 1926, tudo mudou: alguns generais chamaram Salazar a Lisboa. Seguir-se-ia a pasta das Finanças e, mais tarde, a de presidente do Conselho de Ministros.

Em 1929, Pessoa, irrequieto cidadão do seu tempo, começou a escrever o que pensava de Salazar. Ou melhor, dos vários Salazares que interpretou até 1935, ano em que viria a morrer. São esses textos políticos, e não só, de Pessoa que Manuel S. Fonseca, editor da Guerra e Paz, organizou no livro Que Salazar era o Salazar de Fernando Pessoa? obra de divulgação histórica, na qual as opiniões de Pessoa relativamente às decisões políticas dos vários Salazares são acompanhadas de comentários que situam o quadro de acontecimentos políticos que lhes deram origem e serviram de pano de fundo.

Mas que Salazares eram esses? Fernando Pessoa foi alguma vez salazarista? Ou abominava Salazar? Só a leitura deste livro poderá esclarecer estas dúvidas. Podemos apenas afirmar, nas palavras de Manuel S. Fonseca, que «não há nos textos de Fernando Pessoa qualquer simpatia pelo fascismo, pelo seu autoritarismo ou pela sua visão de sociedade. O seu desagrado com o fascismo faz pendant com o seu anticomunismo. Pelas mesmas razões.»

Estamos ainda em condições de afirmar que os vários Salazares, diferentes entre si, são interpelados por Pessoa, nos textos, da forma mais díspar: vão do louvor, conforto ou compreensão, à desconfiança e à crítica, ao ataque descabelado que a decepção e o desencanto lhe inspiraram. Por fim, à sátira.

Que Salazar era o Salazar de Fernando Pessoa? chega à rede livreira nacional no próximo dia 24 de Setembro. O livro, publicado pela Guerra e Paz com o apoio do grupo Cofina, poderá ainda ser encomendado através do site oficial da editora.

Este é o quinto livro temático dedicado a Fernando Pessoa, reunindo verso ou prosa, que a Guerra e Paz editores publica. Sucede, por exemplo, a Não a Ti, Cristo, Odeio ou Menos Prezo e a Conselhos às Malcasadas.

  

Que Salazar era o Salazar de Fernando Pessoa?
Textos de Fernando Pessoa
Organização: Manuel S. Fonseca
Não Ficção / História
168 páginas · 15x23
13,00€
Nas livrarias a 24 de Setembro
Guerra e Paz, Editores

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