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As artes à sombra de uma árvore milenar no festival Ponto d’Orvalho

Música com Norberto Lobo ou Laila Sakini, intervenções artísticas de António Poppe ou Stav Yeini, ou caminhadas pela natureza, fazem parte do menu do festival Ponto d’Orvalho, de 24 a 26 de setembro, na herdade do Freixo do Meio, Montemor-O-Novo.

Marta Wengorovius

É transdisciplinar, com concertos, artes visuais, performances, sessões DJ, conversas, caminhadas pela natureza, workshops de dança, refeições comunitárias ou práticas holísticas. Acredita na ação ambiental através de intervenções artísticas, sociais e ecológicas. Chama-se Ponto d’Orvalho, e é, à falta de melhor designação, um festival, que vai acontecer de 24 a 26 de setembro, no Alentejo, na herdade do Freixo do Meio, perto de Montemor-o-Novo.

Depois de uma primeira edição em outubro de 2020, vão voltar a ser três dias com um programa híbrido de artes na paisagem, com foco nas práticas alimentares mais conscientes, em colaboração com a Cooperativa Integral Minga e Freixo do Meio, e propostas artísticas nacionais e internacionais, com nomes como o do artista e performer António Poppe, o da música e compositora australiana Laila Sakini, o do músico Norberto Lobo, o da artista transdisciplinar belga Stav Yeini ou o da bailarina portuguesa Piny Orchidaceae.

A programação foi idealizada por Joana Krämer Horta, Leonor Carrilho e Sérgio Hydalgo.”O Freixo do Meio é uma herdade onde o modo biológico e biodinâmico foi implementado em 1990”, enquadra o ex-programador da ZDB, Sérgio Hydalgo. “Pratica-se ali a regeneração dos solos e o restauro ecológico em sistema agro-florestal de produção de alimentos em sucessão e estratificação, de árvores, arbustos e herbáceas.” Para ele, aquele é o cenário ideal para “um fim-de-semana imersivo, com propostas híbridas, pensadas para um público transgeracional”, afirma. O bilhete inclui estadia no eco-camping e refeições com produtos biológicos locais.

Da programação artística, Sérgio Hydalgo, realça os concertos a solo de Noberto Lobo e Laila Sakini (voz, piano e eletrónica), “que acontecerá junto a uma árvore milenar”, expõe, destacando ainda “a performance extremamente íntima e vulnerável de Piny, a sessão de escuta profunda a céu aberto conduzida pela artista e terapeuta Stay Yeini, ou a caminhada pelo montado e floresta sintrópica conduzida por intervenções artísticas de António Poppe, Marta Wengorovius, Inês Tartaruga Água, Xavier Paes, Ari.You.Ok, Fábio Colaço ou Marc Leiber.” Para além de tudo isso, será confecionada uma refeição performativa pela artista visual Evy Jokhova, em colaboração com a investigadora em plantas medicinais e comestíveis, Fernanda Botelho, que encerrará o festival no dia 26.


por Vítor Belanciano in Público | 20 de setembro de 2021
Notícia no âmbito da parceria Centro Nacional de Cultura | Jornal Público
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