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ViViFiCAR: artistas nacionais e internacionais já estão no Douro para criar com as comunidades

12 artistas nacionais e noruegueses vão “viver e ficar” em Alijó, Lamego, Mêda e Torre de Moncorco, ao abrigo do programa ViViFiCAR, organizado pela Ci.CLO. As residências artísticas visam explorar soluções criativas para o desafio populacional da região.


É através da fotografia, novos media e arquitetura que 12 artistas e vários especialistas vão construir diálogos com as comunidades de quatro municipios do Douro: Alijó, Lamego, Mêda e Torre Moncorvo. O projeto ViViFiCAR é desenvolvido e promovido pela Ci.CLO com o apoio do Museu do Douro e o Surnadal Billagna Noruega. 

Cada municipio abraçar três artistas: um residente ou natural da região, um nacional e um norueguês, tendo em vista a criação de trabalhos inéditos em diálogo com estes territórios. Como resultado, serão produzidas três exposições, apresentadas em cada município, estando também programada uma mostra coletiva noMuseu do Douro e noSurnadal Billag, na Noruega, com uma seleção dos trabalhos dos 12 artistas.  

O projeto ViViFiCAR contempla ainda uma série de ações orientadas para as comunidades. Para Virgílio Ferreira, diretor artístico da Ci.CLO, “estas intervenções community-specific pretendem reforçar o acesso, capacitação, espírito crítico e envolvimento da população, em particular dos jovens, motivando-os a criar vínculos com a região e a contribuir para o seu desenvolvimento cultural. Pretendemos levantar questões relevantes como a diversidade, coesão social, mobilidade, fruição cultural e acesso a práticas artísticas, fortalecendo o trabalho em rede e o intercâmbio de conhecimento”. 

“O ViViFiCAR encara os jovens como agentes transformadores da região, já que a sua permanência é condição fundamental para salvaguardar a economia e o património natural e cultural da região.” acrescenta o responsável.   

A programação inclui 12 exposições com conversas entre artistas e especialistas, programadas nos 4 Municípios e, ainda uma exposição final no Museu do Douro e no Surnadal Billag. Incorpora colaborações estratégicas e intervenções community-specific em espaços menos convencionais de uso artístico, desenhadas especificamente para cada contexto em relação com a comunidade.   

O programa de exposições inclui:

  • 12 intervenções expositivas community-specific com permanência de dois meses, três em cada Município (uma por artista residente). 
  • Quatro conversas entre artistas e especialistas, durante a inauguração da exposição, uma em cada Município, sobre o processo de criação e participação entre os artistas e as comunidades e as obras.
  • Uma exposição final no Museu do Douro, com seleção de trabalhos dos 12 artistas
  • Uma exposição final no Surnadal Billag, com seleção de trabalhos dos 12 artistas
  • Uma Mesa Redonda no Surnadal Billag, na inauguração da exposição no mesmo espaço, para explorar os conteúdos artísticos do projeto e potencialidades do intercâmbio cultural e artístico entre Portugal e Noruega 

Além disso, a programação de desenvolvimento de públicos inclui 5 eixos de ação que se interligam com a criação e programação:

  • Plataforma interativa online com informação relativa a todas as ações do projeto; 
  • Cafés Ci.CLO - Apropriação dos cafés como lugares entre o público e o privado, entre a rua e a casa, para auscultar informalmente os interesses e preocupações das comunidades dos 4 municípios, ajudando à preparação do trabalho a desenvolver pelos artistas durante os Encontros Vivos, nome dado às residências artística, e à criação de afinidades com o projeto.  
  • Ateliês Vivos – Formação artística na área de fotografia e do vídeo destinadas à faixa etária dos 16-35 anos 
  • Celebrações. No dia da inauguração da exposição dos Ateliês Vivos, as comunidades serão convidadas para um convívio em espaço público em cada município. O encontro será acompanhado por uma projeção com vídeo realizado durante todo o processo.   
  • Simpósio internacional com representantes de todos os parceiros, aquando da inauguração da exposição no Museu do Douro, para apresentar os resultados e analisar contributos da dinamização artística e políticas culturais na baixa densidade.  

O projeto vai desenvolver-se de forma assíncrona em cada um dos concelhos, sendo que a programação estará toda disponível no final da semana em https://www.vivificar.pt/ 

ViViFiCAR é um projeto organizado e produzido pela Plataforma Ci.CLO, financiado pelo Programa Cultura do EEA Grants Portugal operado pela Direção-Geral do Património Cultural, através do Connecting Dots – Mobilidade Artísticas e Desenvolvimento de Públicos, e gerido pela Direção-Geral das Artes, na qualidade de Parceiro do Programa. ViViFiCAR é desenvolvido em parceria com a Fundação Museu do Douro, Câmara Municipal de Alijó, Câmara Municipal de Lamego, Câmara Municipal de Mêda, Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e Surnadal Billag A/S (Noruega), com o apoio mecenático do Banco BPI e da Fundação "la Caixa", e em colaboração com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Culture Action Europe e Asia-Europe Foundation. 

Sobre a Ci.CLO Plataforma de Fotografia
A Ci.CLO é uma plataforma de pesquisa, criação e ação na área da fotografia que estabelece uma relação transdisciplinar com outros campos artísticos, ambientais e sociais para abordar criticamente preocupações e emergências do nosso tempo.

Os seus projetos procuram contribuir para uma regeneração socioecológica através das artes: apoiando práticas de produção artística mais sustentáveis, testando processos de criação e formação transformadores, estimulando diálogos com diversos territórios e comunidades.

A Ci.CLO vê-se como parte de um ecossistema em constante autoanálise e mutação, sustentado por uma interligação cíclica entre a conceção, a criação, a exposição e as dinâmicas que emergem destas relações.

Colabora com artistas, curadores, agentes culturais, comunidades, municípios e instituições nacionais e estrangeiras para organizar residências artísticas, implementar programas educacionais, produzir exposições e publicações.

A Ci.CLO é responsável pela organização, produção e curadoria da Bienal Fotografia do Porto,Sustentar e ViViFiCAR.

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