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Extensões expositivas divulgam espólio do Naufrágio Quinhentista de Belinho

No ano em que se assinalam os 450 anos de Esposende e o término do ciclo comemorativo dos 500 anos da primeira viagem de circum-navegação, a exposição “Patrimónios Emersos e Submersos – Do Local ao Global” incorpora quatro extensões expositivas, que estarão disponíveis até ao final do mês de setembro.


A constituição de extensões expositivas individuais, mas complementares entre si, estão distribuídas em locais estratégicos, fomentando a promoção e divulgação da exposição, nomeadamente através de artefactos arqueológicos do Naufrágio Quinhentista de Belinho.

Desta forma, há artefactos para (re)descobrir no átrio da Câmara Municipal de Esposende, na sede da Junta de Freguesia de Belinho, no Forte de S. João Baptista e no Centro Informação Turística de Esposende. Aliás, é este último local que acolhe a maioria das vitrines, onde pode ser admirada a maior diversidade de peças.

Para além dos artefactos integrados nestas extensões, a exposição “Mar de Histórias”, patente no Centro Interpretativo de S. Lourenço, em Vila Chã, acolhe igualmente artefactos deste naufrágio da Época Moderna.

Dos objetos agora expostos, destaca-se o “prato de oferendas” ou “de esmolas” alusivo a S. Jorge, exposto no edifício da Câmara Municipal. Para permitir o seu estudo, leitura e desfrute foi necessário assegurar a sua conservação, a qual nem sempre se limita a garantir um ambiente estável. Neste caso, impôs-se um tratamento mais invasivo, que passou por uma limpeza superficial, que obrigou à remoção de uma camada de corrosão ativa, à aplicação de inibidores de corrosão e, no final, uma camada de proteção. Com esta intervenção este objeto tornou-se mais legível e revelou pormenores de qualidade da técnica de execução, que poderão agora ser estudados pelos historiadores de arte.

Em sete meses de abertura ao público, a exposição “Patrimónios Emersos e Submersos” registou mais de 6.000 visitantes, dos quais mais de 4.700 são portugueses, oriundos de todo o País, destacando-se os mais de 1.700 de Esposende. Relativamente a visitantes estrangeiros, estes ultrapassam o milhar e destacam-se os de Espanha, de Inglaterra, de França e da Alemanha. Foram igualmente registados visitantes de países europeus como Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslovénia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, República Checa, Roménia, Suécia, Suíça e Ucrânia. Do continente africado registaram-se visitantes da África do Sul e do Congo, bem como oriundos do continente asiático provenientes de Israel e do continente americano visitantes da Argentina, do Brasil, do Canadá, da Colômbia, dos Estados Unidos da América e Paraguai.

Para além deste registo, foram mais de 230 os visitantes que usufruíram de visitas orientadas, maioritariamente oriundos da comunidade educativa de Esposende, mas também investigadores e especialistas nacionais e estrangeiros.

A exposição e as respetivas extensões são financiadas pelo programa MAR2020, no âmbito da “Preservação, conservação e valorização dos elementos patrimoniais e dos recursos naturais e paisagísticos”.

Realça-se ainda que esta ação contribui para as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, nomeadamente “Educação de qualidade” e “Cidades e comunidades sustentáveis”.

Quer a exposição patente no Forte de S. João Baptista, quer as respetivas extensões expositivas estarão patentes ao público, com entrada gratuita.

Para informações ou marcação de visitas orientadas - exclusivas para grupos - poderá contactar o Serviço de Património Cultural através do e-mail arqueologia@cm-esposende.pt ou do telefone 253 960 179.

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