"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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A nossa cultura estará morta? E enterrada?

A sociedade que criou a democracia e o Estado de Direito está a autodestruir-se. Como? Porquê? Estará o Ocidente apenas enfermo ou pronto para a extrema?unção? 

Irá a China, a Rússia, corporações transnacionais ou a Inteligência Artificial tomar o seu lugar? Ou estará o Ocidente apenas a mudar de plumagem pela enésima vez? Perguntas a que o jornalista, escritor e ensaísta, Paulo Nogueira, tenta responder em O Cancelamento do Ocidente, livro a quente sobre as guerras culturais, que chega a Portugal, numa edição Guerra e Paz . Este é um regresso do autor à publicação de «textos de combate» em Portugal, após o grande sucesso de Todos os Lugares São de Fala: Manifesto Pela Liberdade de Expressão, um ensaio contra as teorias críticas pós-modernas e a política de censores e censurados.

No seu novo ensaio, O Cancelamento do Ocidente, Paulo Nogueira, jornalista brasileiro que colaborou regularmente com o extinto «Independente», e outros jornais portugueses, como o «Expresso», o «Público», ou o «Correio da Manhã», fala-nos de um ocidente em crise. «A sociedade que criou avanços universais como a democracia debate-se não só com oposições externas, como os autoritarismos e os fundamentalismos orientais, mas com o fogo amigo entrincheirado nas suas próprias elites, que – ricas e mal-agradecidas – odeiam, envergonham-se e rejeitam todo o passado ocidental, cuspindo no prato em que comem caviar.»

Muito critico da forma como o movimento woke tem vindo a assaltar a universidade, o autor fala-nos de uma identidade ocidental que definha, corrompida por uma erosão patológica na sua auto-estima e na sua raison d’être. «Nestes novos tempos em que as identidades são fluidas (podemos ser de cães a elfos), até a noção de realidade vacila: já nem sequer sabemos no que consiste metade da Humanidade, ainda ontem conhecida como… mulheres.»

Sublinha Paulo Nogueira que, «em dez anos, fomos subjugados por uma estrambólica retórica: «teoria crítica da raça», «ideologia de género», «teoria queer», «pós-colonialismo», «masculinidade tóxica», «racismo estrutural», «fragilidade branca», etc.» e que hoje o Ocidente é o inimigo público número um de… «todes». Contudo lembra os recursos inestimáveis da civilização ocidental: «do humor à democracia, da arte à meritocracia, da tolerância à ciência. Cabe aos ocidentais escolherem, enquanto ainda há liberdade de expressão.»

Uma edição Guerra e Paz para todos os que se interessam pelas grandes lutas políticas e filosóficas, O Cancelamento do Ocidente chega à rede livreira nacional no dia 7 de maio de 2024. Ainda que à distância, por se encontrar a viver no Brasil, o autor estará disponível para resposta às questões da imprensa.

O Cancelamento do Ocidente
Paulo Nogueira
Não-Ficção / Política
208 páginas · 15x23· 17 €
Nas livrarias a 7 de maio e 2024
Guerra e Paz, Editores

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