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O homem revolto e a noite escura

Assírio & Alvim publica Eu Vi o Tempo Assassinar-me, a antologia que faltava da ímpar obra poética de Dylan Thomas.

Há quem diga que a verdadeira obra de Dylan Thomas está na inventividade com que compunha versos, mas é quase inegável que pouca tradição editorial lhe prestou a devida homenagem. Muito embora vários poetas se tenham reclamado, e reclamem ainda, devedores da sua poesia. Nesse sentido, esta antologia pretende colmatar esse vazio. Frederico Pedreira recolheu, traduziu e enquadrou a antologia Eu Vi o Tempo Assassinar-me, que percorre toda a carreira de Thomas, uma obra imensa que merece ser resgatada.

O livro já se encontra disponível online e nas livrarias.

ESTE PÃO QUE PARTO

Este pão que parto foi outrora aveia,
Este vinho em árvore forasteira
No seu fruto mergulhava;
De dia o homem e de noite o vento
Vergaram a colheita, tomaram o júbilo da uva.

Outrora neste vinho o sangue estival
Cutucava a carne que orlava a videira,
Outrora neste pão
A aveia era alegre ao vento;
O homem quebrou o sol, abateu o vento.

Esta carne que partes, este sangue que deixas
Em desolação na veia,
Eram uva e aveia
Nascidas de raiz e de seiva sensuais;
Meu vinho bebes, meu pão abocanhas. 


SOBRE O LIVRO
Título: Eu Vi o Tempo Assassinar-me
Autor: Dylan Thomas
Seleção, tradução e textos: Frederico Pedreira
N.º de Páginas: 232
PVP: 17,75€
Coleção: poesia inédita

Ver primeiras páginas 

SOBRE O AUTOR

Dylan Thomas
Nasceu em Swansea, no País de Gales, a 27 de outubro de 1914. Aos dezassete anos começou a trabalhar como jornalista no South Wales Evening Post e pouco depois rumou a Londres, onde rapidamente se afirmou como um dos poetas líricos mais importantes da sua geração. A partir de 1934 lançou vários livros de poesia, que culminaram na publicação dos seus Collected Poems em 1952. Ao longo da vida foi também escrevendo contos, sendo o seu livro mais célebre o autobiográfico R etrato do Artista quando Jovem Cão, de 1940. Foi autor de guiões para filmes e de programas para a rádio, entre eles a peça radiofónica Under Milk Wood. Entre 1950 e 1953 fez quatro visitas aos EUA, na sequência de convites para conferências. A 9 de novembro de 1953, pouco depois do seu trigésimo nono aniversário, com uma saúde enfraquecida pelo alcoolismo, faleceu no quarto de hotel onde estava hospedado em Nova Iorque.

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