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Abertura do Pavilhão Julião Sarmento em Lisboa agendada para 4 de junho

A inauguração do Pavilhão Julião Sarmento, em Lisboa, que irá expor a coleção pessoal do artista, com mais de 1.200 obras, foi marcada para dia 4 de junho, indicou fonte da empresa municipal que tutela o novo museu.

Imagem 3D do Pavilhão Azul que tem projecto de arquitectura de João Luís Carrilho da Graça

A abertura do novo espaço museológico na capital chegou a estar marcada para 04 novembro do ano passado com a intenção de coincidir com a data de nascimento do artista, em 1948, mas acabaria por ser adiada sem nova data.    

Com direção artística da curadora Isabel Carlos, o Pavilhão Azul, um antigo armazém de alimentos na Avenida da Índia, em Belém - remodelado num projeto do arquiteto Luís Carrilho da Graça - vai receber o espólio de Julião Sarmento, que morreu em 04 de maio de 2021, com 72 anos.

Em fevereiro de 2024 foi assinado um acordo de parceria entre a EGEAC-Lisboa Cultura e a Coleção Associação Julião Sarmento, para cedência em depósito durante cinco anos à empresa municipal que passaria a gerir o novo museu com as 1.261 obras de arte.

Na ocasião, o seu representante, Luís Sáragga Leal, disse tratar-se de “uma coleção notável de mais de 1.200 obras dos principais artistas nacionais, mas também muitos internacionais", que "tem como fio condutor o facto de serem amigos de Julião Sarmento”.

A coleção inclui obras de Joaquim Rodrigo, de quem Sarmento foi assistente, e de outros artistas portugueses que cruzaram a sua vida, como Álvaro Lapa, Eduardo Batarda, Jorge Molder, Rui Chafes, João Vieira, Rui Sanches, Pedro Cabrita Reis, Fernando Calhau, Rui Toscano, Alexandre Estrela e Vasco Araújo.

Artistas estrangeiros também estão representados na coleção privada, como Andy Warhol, Marcel Duchamp, Robert Frank, James Turrell, Jeff Wall, Wolf Vostell, Cindy Sherman, Nan Goldin, Adriana Varejão e Marina Abramovic.

Em julho do ano passado, o presidente da autarquia, Carlos Moedas, tinha anunciado a data de 04 de novembro para a inauguração, quando fez um balanço dos projetos e das atividades culturais da cidade de Lisboa, dois meses após ter assumido a pasta municipal da Cultura.   

Em maio do mesmo ano, a curadora Isabel Carlos foi selecionada para a direção artística do museu por um júri composto por Pedro Moreira, presidente da EGEAC – Lisboa Cultura, pelo então administrador do Centro Cultural de Belém Delfim Sardo e pela diretora das Galerias Municipais e do Atelier-Museu Júlio Pomar, Sara Antónia Matos.

Crítica de arte e curadora, Isabel Carlos foi cofundadora e subdiretora do Instituto de Arte Contemporânea, diretora artística da Bienal de Sydney, na Austrália, diretora do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e esteve no conselho de administração da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva.

A ideia de doar este acervo à Câmara Municipal surgiu depois de o artista ter exposto parte da sua coleção, em 2015, na mostra “Afinidades Eletivas”, dividida entre o então Museu da Eletricidade, integrado no atual Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), e a Fundação Carmona e Costa, em Lisboa.

Ainda em vida, Julião Sarmento considerou que o Pavilhão Azul seria “perfeito” para receber a coleção, pela localização no eixo museológico de Belém.

Anunciado em 2017, o projeto de recuperação do edifício surgiu na sequência da assinatura de um protocolo de parceria entre o artista visual e a autarquia para cedência da coleção em troca da cedência do espaço para a expor publicamente, e em 2024 seria assinado novo acordo com a EGEAC-Lisboa Cultura.

 


Fonte: LUSA | 7 de maio de 2025

 

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