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Começa hoje o Festival Cidnay Vale do Ave em Santo Tirso e Famalicão

O festival conta com 28 atividades em 17 espaços diferentes, de entre as quais se destaca uma ópera virtual e um concerto ao nascer do sol.

A 5.ª edição do Festival Cidnay vai ter 19 dias de programação, o dobro em relação à anterior edição, e conta com a estreia absoluta de “três grandes músicos portugueses” - João Barradas no acordeão, Agostinho Sequeira na percussão e a soprano Sofia Marafona, e ainda uma estreia nacional, com produção do Maat Saxophone Quartet, destacou o diretor artístico do evento, João Álvares Abreu, numa entrevista à Lusa.

“Este ano o festival acontece em 17 espaços diferentes dos dois municípios [Famalicão e Santo Tirso], com 28 atividades. Destas 28 atividades, 22 são concertos e performances. E há uma novidade este ano que são produções em estreia absoluta e em estreia nacional. Temos também artistas em estreia nacional, o que é mais uma novidade face ao ano passado”, afirmou.

A estreia absoluta trata-se de uma produção própria do festival, em que três músicos portugueses vão interpretar obras de Gustav Mahler, Vaughan Williams, Mioko Yokoyama e Luís Tinoco.

“Temos João Barradas, no acordeão, Agostinho Sequeira, na percussão, e Sofia Marafona, na voz. O desafio lançado foi pegar no repertório lírico de canção adaptando-o pela primeira com piano, acordeão e percussão", explicou Álvares Abreu, sobre o concerto de dia 14 de setembro na Fábrica de Santo Thyrso.

O concerto de encerramento do festival é uma estreia nacional. Trata-se de uma produção do Maat Saxophone Quartet, um quarteto de músicos portugueses, sediado em Amesterdão, e que vai apresentar "uma ópera virtual num conceito que mistura música, espaço, tecnologia, encenação, etc.”.

Outro destaque da programação é a apresentação de "Inuksuit", do compositor norte-americano John Luther Adams, para Ensemble de Percussão, e cuja interpretação pode reunir de nove a 99 percussionistas.

"Inuksuit" será apresentada no Parque Sara Moreira, em Santo Tirso, numa performance ao ar livre, em 14 de setembro, "com muitos instrumentos de percussão". "É a segunda vez que se faz em Portugal", garantiu Álvares Abreu.

Outro dos destaques, também em 14 de setembro, é um concerto ao nascer do sol, no topo do Monte da Assunção, em Santo Tirso, com o percussionista Agostinho Sequeira, a solo. O concerto tem início às 06:30 e será seguido de pequeno-almoço.

Além dos destaques “mais fora da caixa”, como disse João Álvares Abreu, o festival vai também ter concertos na Casa das Artes de Famalicão e no Museu de Escultura Contemporânea em Santo Tirso, com intérpretes como Noa Wildschut (violino), Torleif Thedéen (violoncelo), João Barradas (acordeão), László Fenyö (violoncelo), Máté Szücs (viola) e Luís Magalhães (piano).

Este ano, o festival tem como tema “Expressões de Tempo e Espaço”.


Fonte: LUSA | 2 de setembro de 2025
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