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Funicular da Graça em Lisboa é finalista do prémio de arquitetura Mies van der Rohe

O Funicular da Graça, em Lisboa, desenhado pelo Atelier Bugio, é um dos 40 finalistas ao prémio de arquitetura Mies van der Rohe 2026.

© José Sena Goulão/Lusa

Doze projetos portugueses eram candidatos para o galardão que distingue a excelência e a inovação na arquitetura contemporânea europeia, segundo a primeira lista divulgada em novembro pela Comissão Europeia e pela Fundação Mies van der Rohe.

As 40 obras selecionadas agora por um júri internacional distribuem-se por 36 cidades, em 30 regiões e 18 países, resultando de um total de 410 candidaturas analisadas no âmbito de uma edição apoiada pelo programa Europa Criativa da União Europeia.

A partir desta seleção, o júri irá ainda reduzir a lista a um grupo de sete finalistas em fevereiro.

Na primavera, os jurados visitarão os locais das obras finalistas, reunindo-se com arquitetos, clientes, utilizadores e comunidades locais.

A lista final foi definida por um júri internacional presidido pelo arquiteto Smiljan Radi? e integrado por Carl Bäckstrand, Chris Briffa, Zaiga Gaile, Tina Gregori?, Nikolaus Hirsch e Rosa Rull.

As obras finalistas “exemplificam uma abordagem ética e sustentável à prática arquitetónica, com impacto social a longo prazo, destacando igualmente a importância da colaboração entre arquitetura, planeamento urbano, governação e investimento”, sublinha ainda.

Os nomeados abrangem 21 projetos de regeneração, 17 novas construções e duas extensões, ilustrando as diversas estratégias através das quais a arquitetura contemporânea responde a desafios sociais, culturais e ambientais.

Vários dos projetos selecionados “tiveram de responder a constrangimentos orçamentais significativos, o que influenciou a sua forma final e evidenciou o papel determinante do apoio financeiro na concretização de uma arquitetura de elevada qualidade”.

O júri identificou ainda a “frescura” como tema recorrente entre as obras nomeadas, valorizando projetos que introduzem novas ideias, perspetivas e energia no espaço público, reforçando a arquitetura como uma força ativa e progressista no centro da sociedade.

Além de Portugal, com uma obra nomeada em Lisboa, a seleção inclui projetos da Áustria, Bélgica, Croácia, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Hungria, Itália, Lituânia, Noruega, Polónia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suécia e Tunísia.

Esta 19.ª edição do prémio reúne nomeações foram apresentadas por uma vasta rede de associações nacionais de arquitetura, peritos independentes e pelo Comité Consultivo, e incluem as obras mais significativas concluídas entre maio de 2023 e abril de 2025.

Os prémios, criados pela Comissão Europeia e pela Fundació Mies van der Rohe, são considerados uma das mais importantes distinções da arquitetura europeia, reconhecendo projetos que contribuam para o desenvolvimento sustentável e cultural do espaço urbano europeu.

A primeira edição do Prémio Mies van der Rohe, instituído em 1988, teve como vencedor o arquiteto português Álvaro Siza, com o edifício do antigo banco Borges & Irmão, em Vila do Conde.


Fonte: LUSA | 8 de janeiro de 2026

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