"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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"Balada do Corsário dos Sete Mares"

Manuel Alegre anima a festa da poesia com a publicação dos inéditos reunidos neste volume.

A poucos meses de completar 90 anos, o poeta surpreende-nos com um livro de poemas inéditos, de temática diversificada, dividido em oito partes, que inclui abordagens da atualidade, seja na Ucrânia ou em Gaza, e do qual ressalta uma das constantes da sua arte poética – a da reflexão sobre próprio poema e a própria poesia.

O livro termina com quatro baladas em que Manuel Alegre regressa à redondilha maior, muito presente nos seus primeiros livros: Praça da Canção e O Canto e as Armas.

«Toda a grande poesia – e a poesia de Manuel Alegre é grande poesia – é reflexão e meditação sobre o homem, a vida, a morte, a história, Deus, o mistério da própria poesia… […] Em toda a poesia de Manuel Alegre esplendem múltiplos horizontes de reflexão e de meditação que só leituras superficiais, enviesadas e ideologicamente instrumentalizadas podem ignorar ou ocultar.»
Vítor Manuel Aguiar e Silva

«Ao lado de alguns dos mais belos poemas de amor do nosso tempo, em Manuel Alegre encontramos frequentemente profundas meditações sobre o sentido da vida, do destino e da morte, a fragilidade e a precariedade da existência, as vivências dramáticas do exílio e da saudade»
Vasco Graça Moura

“Manuel Alegre: esta voz remete-nos a um destino hegemónico que consagra os artefactos da alta poesia”
Mário Cláudio


Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de Maio de 1936, em Águeda.
Estudou em Lisboa, no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi campeão de natação e actor do Teatro Universitário de Coimbra (TEUC).
Em 1961 é mobilizado para Angola.
Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça da Canção.
Em Outubro de 1964 é eleito membro do comité nacional da Frente Patriótica de Libertação Nacional e passa a trabalhar em Argel, na emissora Voz da Liberdade. Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 1974.
Dirigente histórico do Partido Socialista desde 1974, foi vice-presidente da Assembleia da República, de 1995 a 2009, e membro do Conselho de Estado.
A sua vasta obra literária, que inclui o romance, o conto, o ensaio, mas sobretudo a poesia, tem sido amplamente difundida e aclamada.
Foram-lhe atribuídos os mais distintos prémios literários: Grande Prémio de Poesia da APE-CTT, Prémio da Crítica Literária da AICL, Prémio Fernando Namora e Prémio Pessoa, em 1999.
Ao seu livro de poemas Doze Naus foi concedido o Prémio D. Dinis.
Em 2014, recebeu o Prémio Amália da Fundação Amália Rodrigues e, em 2016, o Prémio Vida Literária da APE e o Prémio de Consagração de Carreira da SPA.
No mesmo ano, o Grande Prémio de Literatura dst foi dado ao livro de poemas Bairro Ocidental.
Foi distinguido, em 2017, com o Prémio Camões e, em 2019, com o Prémio Vida e Obra da SPA.
Em 2021, Quando recebeu o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa e, em 2025, o Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga APE/CM de Coimbra foi para Memórias Minhas

Poesia
80 páginas
12,90 Euros
ISBN: 978-972-20-8808-4
1.ª Edição: Fevereiro 2026
Leya | Dom Quixote

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