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"A Arte Pendular do Baloiço"
Um romance fascinante, de um dos autores vencedores do Prémio LeYa, no qual se afirma, não sem alguma razão, que em Portugal nunca há culpados.
Com dez comissões parlamentares de inquérito, ainda hoje, volvidas mais de quatro décadas, não se sabe se foi acidente ou atentado, e ninguém foi a julgamento.
Na mesma altura, um grupo de revolucionários radicais cria uma organização terrorista conhecida por FP-25, cuja missão é matar os «inimigos do povo». Setenta e três réus são julgados, mas apenas uns trinta condenados e – entre amnistias e prescrições – poucos cumprem prisão efectiva.
Entretanto, numa aldeia às portas de Lisboa onde não se deixa que nasça nem mais uma criança, uma rapariga morrerá misteriosamente pouco depois de dar à luz. A menina recém-nascida acabará ao colo do mecânico da avioneta acidentada; e o seu pai biológico – amigo do polícia que investiga os casos descritos – procurará durante muitos anos essa filha que passará boa parte da infância em cima de um baloiço.
Estas são as pontas que nunca se atam em A Arte Pendular do Baloiço.
«António Tavares leva-nos a mergulhar numa cosmovisão de encantadora e encantatória simplicidade que espelha uma realidade vivencial abalada pela descoberta de novas formas de vida e sobretudo pela conquista nacional da liberdade que chegou com a revolução dos cravos.»
Agripina Carriço Vieira sobre O Coro dos Defuntos
«E fica, terminada a leitura (que não dá tréguas, previna-se), um delicioso perfume de época, capaz de nos criar nostalgias e saudades de momentos que não vivemos. Mas não é isso mesmo a literatura?»
«É evidente a capacidade de composição narrativa de António Tavares e a versatilidade da sua escrita.»
«O ‘tecer narrativo’ é impecável, a prosa muito ágil, o leque de recursos estilísticos variado. À semelhança de uma das figuras por si criadas, Tavares revela-se um notável “pormenorozista” — ou seja, alguém que cultiva “a miudeza dentro dos pormenores, o detalhe dentro destes, a minudência dos que lá moram e por aí fora”.»

António Tavares nasceu no Lobito em 1960.
Foi jornalista, autarca e professor.
Escreveu peças de teatro e ensaios.
Como romancista, foi finalista do Prémio LeYa e do Prémio Literário Fernando Namora com As Palavras Que Me Deverão Guiar Um Dia (2014), venceu o Prémio LeYa em 2015 com O Coro dos Defuntos e o seu romance Todos os Dias Morrem Deuses (2017) recebeu uma menção honrosa no Prémio Literário Alves Redol.
Idêntica menção recebeu pelo conto «O Homem Que Caminha», no Prémio Dias de Melo.
Estreou-se na poesia com A Arte de Usar a Baioneta em Tempo de Guerra (Húmus, 2023).
Antes do presente livro, publicou ainda o romance Homens de Pó (2019) e a colectânea de contos Mesmo não Indo, o Tempo Vai (2024).
Literatura Lusófona
160 páginas
15,50 Euros
ISBN: 978-972-20-8858-9
1.ª Edição: Abril 2026
Dom Quixote | Leya

