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Teatrão acolhe espetáculo seguido de jantar e DJ para refletir sobre colonialismo
Uma reflexão sobre a História partilhada entre Moçambique e Portugal dá o mote a um espetáculo que sobe ao palco do Teatrão, em Coimbra, em junho, seguido de um jantar ao som de seleções musicais de um DJ.
“A proposta é um convite a pensar a História pela via da ficção, da fabulação, da presença fantasmagórica como forma de justiça e memória. Aqui, o corpo não apenas dança: ele fala, recorda, resiste, sonha”, destacou aquela companhia de Coimbra.
Intitulado “OU”, o espetáculo, que sobe ao palco a 11 de junho, resulta de uma colaboração entre André Braga e Cláudia Figueiredo, bem como do coreógrafo moçambicano Panaibra Canda.
“’OU’ emerge da vontade de criar a partir de uma paisagem concreta: Inhambane, terra de memórias familiares e coloniais, onde o presente se mistura com as reverberações do passado. Com uma linguagem fortemente transdisciplinar, entrelaça dança, som, vídeo e palavra num tecido sensorial que convida à escuta e à imaginação”, referiu.
Partindo de uma reflexão sobre a História partilhada entre Moçambique e Portugal, este espetáculo propõe um pensamento cruzado entre passado, presente e futuro.
“Procura revisitar a memória colonial a partir de outras vozes e linguagens, abrindo espaço para novas leituras e encontros possíveis entre diferentes experiências e narrativas”, indicou.
Segundo o Teatrão, “OU” tem duração de 80 minutos e parte de um encontro entre criadores de dois lados do mundo para revisitar memórias e questionar narrativas históricas.
A partir de Inhambane, no sul de Moçambique, e da sua carga histórica (associada à chegada de Vasco da Gama há mais de 500 anos), “OU” desenvolve uma reflexão sobre colonialismo, memória e identidade, explorando o conceito de “política do chão”, onde o corpo, o espaço e o movimento se tornam ferramentas de leitura social e artística.
No final do espetáculo, o ponto de encontro é no Jardim das Oliveiras da Oficina Municipal do Teatro à volta da mesa, num jantar que vai incluir "chamuscas, badgias, arroz, xima, caril de frango, matapa, couve, caril de amendoim, frango à Zambeziana, mousse de malembe, bolo de amendoim e milho".
Tudo isto ao som das seleções musicais de João Gaspar, DJ da RUC e um dos locutores por trás dos programas Nô Badja e Magia Negra.
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Fonte: LUSA | 25 de maio de 2026

