"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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"Aguarela de Paris"

João Pinto Coelho regressa ao seu tema de eleição, presente, desde logo, em "Perguntem a Sarah Gross", tecendo desta feita um romance que é também uma surpreendente história de rebeldia e resistência numa Europa em guerra.

Inverness, 1927.
As Terras Altas da Escócia, refúgio privado do ramo britânico dos Senigallia, a mais influente dinastia de banqueiros judeus da Europa, são o palco da infância de Franca e Giullietta, duas gémeas impossíveis de distinguir e, ainda assim, tão diferentes.

Mas os muros aristocráticos do castelo de família encerram muito mais do que sonhos juvenis. Lá, onde o Diabo pode ser visto pelo menos uma noite por ano e os fantasmas esbofeteiam as criadas no escuro, dá se o maior crime do século, uma tragédia que marcará de maneira impiedosa o destino das raparigas.

O seu grito de emancipação escutar-se-á nos cenários mais improváveis – dos cafés de Montparnasse, onde Giullietta impõe o seu génio artístico junto de pintores que se contarão entre os mais famosos do mundo, até à costa do Estoril, onde Franca apanha sol no Tamariz e se cruza com espiões nas festas exuberantes do Hotel Palácio.

Porém, quando tudo se desmorona, o romance anoitece, quase insuportável de ler perante a mais hedionda das faces do Holocausto, essa que se oculta nos blocos de Auschwitz e Birkenau, pelas mãos de Mengele, o Anjo da Morte, e a sua legião de médicos nazis. 

«Não tem sido nada comum na nossa literatura esta audácia formal e temática, este fôlego narrativo de questões históricas tão prementes e sensíveis para um entendimento mínimo do nosso tempo e da nossa própria civilização.»
Vamberto Freitas sobre Perguntem a Sara Gross

«É um livro fascinante e que ainda por cima faz o elogio da leitura.»
Manuel da Silva Ramos sobre Os Loucos da Rua Mazur

«A estrutura do novo romance é inovadora, bem estruturada, e em vez de dois lugares e dois tempos — como nos dois primeiros livros em que tempos e espaços se intercalam — J.P.C. privilegia um só tempo, embora bipartido em dois espaços literários em que autobiografia e ficção coexistem, sobreponíveis.»
Luísa Mellid-Franco sobre Um Tempo a Fingir

«Ao quatro romance o autor não se dedica ao que se adivinhava já que fosse a sua praia: o holocausto. E fá-lo bem, mantendo uma prosa limpa que não só nunca é banal como mantém o nível literário.»
Ana Bárbara Pedrosa sobre Mãe, Doce Mar


João Pinto Coelho nasceu em Londres em 1967.
Frequentou Belas Artes e licenciou se em Arquitetura, tendo passado algumas temporadas nos EUA, onde chegou a trabalhar num teatro profissional perto de Nova Iorque.
Após vinte anos de investigação sobre a perseguição aos judeus europeus durante a primeira metade do século XX, integrou duas ações do Conselho da Europa que tiveram lugar nos antigos campos de Auschwitz.
Nessas iniciativas, trabalhou de perto com diversos investigadores e sobreviventes da Shoah.
É nesse ambiente que decorre o seu primeiro romance, Perguntem a Sarah Gross, finalista do Prémio LeYa, nomeado para Melhor Livro de Ficção Narrativa pela SPA e representante de Portugal no Festival do Primeiro Romance de Chambéry.
O seu romance seguinte, Os Loucos da Rua Mazur, foi o vencedor do Prémio LeYa 2017, finalista do Prémio Literário Fernando Namora e semifinalista do Prémio Oceanos.
Em 2020, publicou Um Tempo a Fingir, romance finalista do Prémio da União Europeia para a Literatura e do Prémio Literário Fernando Namora, bem como semifinalista do Prémio Oceanos.
Dois anos depois, lançou Mãe, Doce Mar, em que, pela primeira vez, abandona o pano de fundo de uma Europa em guerra.

Literatura Lusófona
424 páginas
22,90 Euros
ISBN: 978-972-20-8939-5
1.ª Edição: Junho 2026
Leya | Dom Quixote

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