"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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Poemas para quem tem nome e morada

Assírio & Alvim reedita Poemas com Endereço, um dos livros centrais da obra de Alexandre O'Neill. 

Alexandre O'Neill encontrou na linguagem de todos os dias um dos territórios mais férteis da sua poesia. A conversa de café, a ironia, o desencanto e o humor atravessam uma obra que nunca perdeu contacto com a vida comum. Publicado originalmente em 1962 na coleção «Círculo de Poesia» da Moraes Editora, Poemas com Endereço surge num momento de plena maturidade literária, quando o autor já escrevia com a liberdade e a singularidade que viriam a marcar definitivamente a poesia portuguesa do século XX.

Neste livro, a dimensão mais pessoal da sua escrita ganha particular destaque. Entre amigos, cumplicidades e a memória de Nora Mitrani, figura ligada ao surrealismo francês, O'Neill constrói poemas que parecem partir de destinatários concretos, mas que acabam por falar a todos. A intimidade nunca exclui a inteligência, nem o afeto dispensa a ironia que distingue o seu olhar sobre o mundo.

Esta edição inclui um posfácio de Daniel Jonas e devolve aos leitores um livro que ocupa um lugar especial na obra de Alexandre O'Neill. Poemas com Endereço já está disponível em todas as livrarias.

SOBRE O LIVRO
Poemas com Endereço 
Autor: Alexandre O'Neill
N.º de Páginas: 80
PVP: 14,40€
Coleção: Obras de Alexandre O'Neill

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SOBRE O AUTOR
Alexandre O'Neill
Poeta português, Alexandre Manuel Vahia de Castro O'Neill de Bulhões nasceu a 19 de dezembro de 1924, em Lisboa, e morreu a 21 de agosto de 1986, na mesma cidade. Para além de se ter dedicado à poesia, Alexandre O'Neill exerceu a atividade profissional de técnico publicitário, forjando alguns dos mais conhecidos slogans portugueses. Um dos fundadores do Grupo Surrealista de Lisboa, desvinculou-se do grupo a partir de Tempo de Fantasmas (1951), embora a sua passagem pelo grupo marque indelevelmente a sua postura estética, conservando algumas características do movimento na sua poesia, por exemplo, o tom mordaz e em certo sentido absurdista na maneira de analisar o mundo. Um amante do jazz, do cinema e do teatro modernos, O'Neill fez ainda várias traduções, escreveu guiões para cinema e manteve algumas colunas de jornal durante vários anos. Da sua obra destacam-se as obras No Reino da Dinamarca (1958), Feira Cabisbaixa (1965) ou a reunião de contos e crónicas em Uma Coisa em Forma de Assim (1980). 
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