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"Pôr-do-Sol com Leão Deitado"
Mário Cláudio continua a surpreender-nos com as suas propostas literárias, bem como com a linguagem vibrante e rica com que nos brinda a cada nova obra.
Na segunda parte, pela voz de um dos seus tratadores, acompanharemos a vida de Sofala, um leão capturado em Moçambique ainda jovem, que viajou nos anos trinta até à Invicta para ser orgulhosamente mostrado na Exposição Colonial Portuguesa, após o que foi esquecido numa jaula.
Por fim, virá chamar-nos a figura do escritor António Nobre nos finais do século xix, seja através da história da sua vida narrada por pena alheia, seja através da leitura do próprio diário, a que não escapam os constrangimentos das normas sociais da época, evidentemente castradoras das suas preferências sexuais.
“Senhor de forte capacidade efabulatória e de uma prosa densa, tecida num tear de múltiplos fios, é um exímio criador de ambientes, de poderosos frescos humanos, e um excecional desenhador de personagens.”
«Pela linguagem, em Mário Cláudio há um mundo, um universo e um sentido que se vai desocultando e, com isso, qual esteta que modela a obra que habita em si, acedemos a vidas, histórias de algum modo em que nos descobrimos também.»
“Mário Cláudio é um autor muito especial, único no século XX português: falando de outros, é sempre de Si que fala. O todo da sua obra é uma espécie de biografia-de-Si.”

Mário Cláudio nasceu no Porto.
Ficcionista, poeta, dramaturgo e ensaísta, é formado em Direito pela Universidade de Coimbra, diplomado com o Curso de Bibliotecário-Arquivista, da Faculdade de Letras da mesma Universidade, e Master of Arts em Biblioteconomia e Ciências Documentais, pela Universidade de Londres.
É autor de uma vasta e multifacetada obra que abarca a ficção, a crónica, a poesia, a dramaturgia, o ensaio, a literatura infanto-juvenil, e se encontra traduzida em várias línguas.
Foi galardoado com, entre outros, o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores-DGLAB (atribuído por três vezes), o Prémio PEN Clube, o Prémio Eça de Queiroz, o Prémio Vergílio Ferreira, o Prémio Literário Fernando Namora e o Prémio Pessoa, sendo igualmente titular de várias condecorações nacionais e estrangeiras.
Em 2019 foi-lhe atribuído o título de Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e a Sociedade Portuguesa de Autores apresentou-o recentemente como candidato ao Prémio Nobel da Literatura.
A sua obra ficcional, não raro composta por trilogias, inclui títulos como Amadeo, Guilhermina, Rosa, Gémeos, Camilo Broca, Tiago Veiga: Uma Biografia, Retrato de Rapaz, Astronomia, Tríptico da Salvação e Teoria das Nuvens.
A sua poesia foi recentemente reunida num único volume intitulado Doze Mapas, e a Sociedade Portuguesa de Autores homenageou-o com um livro de entrevistas para comemorar os seus 50 anos de vida literária.
É também autor de letras para fado.
Literatura Lusófona
344 páginas
21,90 Euros
ISBN: 978-972-20-8954-8
1.ª Edição: Junho 2026
Leya | Dom Quixote

