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CNB estreia "Dance Forward" com cinco novas coreografias criadas por bailarinos
Cinco coreografias assinadas por bailarinos da Companhia Nacional de Bailado (CNB) estreiam-se em 4 e 5 de julho, no Teatro Camões, em Lisboa, no âmbito do novo programa "Dance Forward", que visa incentivar o trabalho autoral da instituição.
Criado sob a direção artística de Fernando Duarte, "Dance Forward" surge como um espaço de criação e experimentação coreográfica destinado a incentivar os intérpretes da CNB a assumir pela primeira vez o papel de coreógrafos.
Inspirado em iniciativas anteriores da companhia, como o programa "Trabalhos de Casa", desenvolvido durante a direção artística de Sofia Campos, o novo projeto estreia cinco peças criadas de raiz por bailarinos da companhia para os seus colegas de palco.
As cinco obras apresentadas em estreia absoluta são "PrATA", de Dylan Waddell, "Lost and Found", de Patrícia Main, "Object(ion)", de Anyah Siddall, "Mid-Night Zone", de Miguel Esteves, e "Do You Know How to Waltz", de Tiago Amaral.
A criação com maior elenco é "Do You Know How to Waltz", interpretada por 27 bailarinos, numa peça inspirada na composição homónima da banda norte-americana Low.
Segundo Tiago Amaral, citado num texto da CNB, o trabalho procura refletir sobre a forma como indivíduos e grupos enfrentam o desconhecido ao longo de uma jornada cujo desfecho parece inevitável.
Também em estreia estará "Lost and Found", de Patrícia Main, para 12 intérpretes. A coreógrafa descreve a obra como uma reflexão sobre "a experiência de se estar perdido e sobre a forma como acontecimentos quotidianos e escolhas individuais podem alterar o rumo da vida e moldar a identidade de cada pessoa".
Com seis bailarinos em cena, "PrATA", de Dylan Waddell, parte da coexistência de duas famílias que vivem realidades distintas em simultâneo, mas o coreógrafo opta por não revelar o significado pessoal da obra, deixando ao público a liberdade de construir as suas próprias interpretações.
Já "Mid-Night Zone", criação de Miguel Esteves para seis intérpretes, inspira-se na designação inglesa da zona batipelágica dos oceanos para abordar temas ligados ao amor-próprio e à superação de períodos particularmente difíceis da vida.
“É a peça mais pessoal que criei até agora”, afirma o bailarino e coreógrafo citado no mesmo texto sobre a obra para a qual assina também os figurinos e o desenho de luz.
O programa inclui ainda "Object(ion)", um dueto concebido por Anyah Siddall que aborda a misoginia através de uma peça curta, na qual a autora descreve a criação como um trabalho simultaneamente lúdico e provocador, concebido para envolver o público e suscitar reflexão.
Além da vertente artística, a iniciativa contempla um ensaio geral solidário cujas receitas revertem para quatro instituições: a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, a WWF Portugal - Organização Não Governamental dedicada à conservação da natureza e à proteção do ambiente -, a Make-A-Wish Portugal, que realiza desejos de crianças e jovens que sofrem de doenças graves, e a Refood Nossa Senhora, dedicada a combater o desperdício e carência alimentar na comunidade.
A programação paralela inclui ainda uma conversa pré-espetáculo integrada no ciclo "Vamos Falar de Dança", marcada para 4 de julho, e uma sessão de conversa com os artistas e a direção artística após o espetáculo de 5 de julho, no âmbito do ciclo "No Final Falamos".
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Fonte: LUSA | 23 de junho de 2026

