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CDCE desenvolve nova criação para Évora 2027 – Capital Europeia da Cultura
A Centelha Fugaz que Permanece / The Fleeting Spark that Remains cruza Vagar, Arte–Ciência, memória e território.
A Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE) encontra-se a desenvolver A Centelha Fugaz que Permanece / The Fleeting Spark that Remains, nova criação concebida para Évora 2027 – Capital Europeia da Cultura, com estreia marcada para os dias 23 e 24 de julho de 2027, em Évora, e posterior circulação por Portalegre e Reguengos de Monsaraz.
Entre setembro e dezembro de 2026, o projeto decorre numa fase de investigação e produção, dedicada à pesquisa conceptual e dramatúrgica, ao eixo Arte–Ciência e aos primeiros laboratórios de criação realizados nos territórios envolvidos.
No centro da criação está o Vagar, entendido como princípio ético, metodológico e dramatúrgico.
Vagar como suspensão. Vagar como atenção. Vagar como escuta. Vagar como outra relação com o corpo, com o tempo, com o espaço e com o outro.
A partir deste princípio, a criação investiga modos de interromper a aceleração e de criar condições para uma experiência fundada na presença, na observação e na duração. O corpo torna-se lugar de escuta e o tempo deixa de ser apenas medida para se assumir enquanto matéria coreográfica.
O projeto articula investigação artística, território e memória, cruzando o diálogo entre Arte e Ciência com as experiências de dez mulheres seniores de Monsaraz e a evocação do antigo espelho de água em redor do Templo Romano de Évora.
As mulheres de Monsaraz participam diretamente no processo de criação, trazendo experiências e relações construídas com o território. A sua presença introduz uma dimensão intergeracional e aproxima a investigação artística de formas de conhecimento assentes na experiência individual e coletiva.
A evocação do antigo espelho de água constitui também matéria de investigação visual, espacial e simbólica, convocando relações entre reflexo, permanência, transformação e memória do lugar.
Sob direção artística e coreografia de Nélia Pinheiro e cocriação de Suresh Nampuri, o projeto cruza dança contemporânea, teatro físico, música, luz e cenografia com princípios da física contemporânea, explorando ideias de indeterminação, suspensão, coexistência de estados e tempo não linear. Os figurinos são da autoria de José António Tenente, o desenho de luz de Nuno Meira, e a interpretação é assegurada por seis bailarinos, dois atores e dez mulheres seniores de Monsaraz.
A criação parte de Évora e do Alentejo para pensar o Vagar como possibilidade de relação com o presente, convocando corpo, ciência, memória e território num mesmo processo artístico.
A estreia realiza-se nos dias 23 e 24 de julho de 2027, frente ao Templo Romano de Évora, seguindo-se apresentações em Portalegre e Reguengos de Monsaraz.
A criação é uma coprodução da Companhia de Dança Contemporânea de Évora, JÁ International Theater, Junta de Freguesia de Monsaraz, Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz e CAE Portalegre – Centro de Artes do Espetáculo.
A Centelha Fugaz que Permanece / The Fleeting Spark that Remains integra a programação de Évora 2027 – Capital Europeia da Cultura.

