"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Exposições

180 artistas, nacionais e estrangeiros em exposição coletiva em Évora

São mais de 180 artistas que até 29 de setembro vêm expostas obras suas em Évora. Nomes como Júlio Pomar, Júlio Resende, José Pedro Croft, Pedro Calapez, Álvaro Lapa, Alice Geirinhas, João Cutileiro, Ana Hatherly, Álvaro Lapa, António Palolo; Albuquerque Mendes, Cristina Ataíde, Sofia Pidell ou Sebastião Resende.

13 Abr a29 Set

Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida
Largo do Conde de Vila Flor, 7000-804


STUDIOLO XXI - Desenho e afinidades
 convida-nos a fazer uma caminhada estética através das obras de mais de 180 artistas, nacionais e estrangeiros. Trata-se de um percurso que nos permite fruir a lentidão ou a fugacidade, a duração ou sofreguidão.  Nesta viagem temos oportunidade de olhar para o estado da arte hoje e, sobretudo, para o caminho que o desenho tem feito ao longo das últimas décadas.

O processo condutor desta exposição implicou o diálogo com um número significativo de artistas. É sempre um privilégio visitar, uma vez mais, os ateliers dos artistas. As obras, aqui, correspondem na maioria dos casos, a escolhas resultantes de conversas com os autores, colecionadores e galeristas. A seleção pressupôs uma revisão pessoal, contemplando cerca de cinco décadas de desenho pensado em contextos díspares, convergindo para uma definição de um Studiolo (porventura sui generis) apontando a este século XXI. Originalmente o Studiolo era estabelecido de tal como que o príncipe, no seu palácio renascentista, nele se alberga para aí produzir a “imensa variedade de mundo, numa metáfora do poder, da posse daquilo de que apenas ele podia dispor, que fosse de origem natural ou produto do artifício humano”.

Este Studiolo XXI tem tantos príncipes quantos os visitantes da exposição. As obras expostas proporcionam intervalos para fruir entre a lentidão e a fugacidade, a duração e a sofreguidão, consoante o ritmo que se disponibilize e queira.

A seleção correspondeu, necessariamente, à decisão de incluir linguagens artísticas e tendência estéticas díspares, reverberando gostos, donde a compulsão em dialogar entre termos considerados improváveis.

Recuperando a ideia de Studiolo, tornando-nos visitantes de uma espécie de cosmologia atual do desenho. Com as portas abertas para os jardins, pátios e espaços limítrofes do Centro de Arte e Cultura, as obras deste Stiudiolo XXI glosam as várias aceções do desenho, expandem-se e tocam quem passe inadvertido, conduzem a espaços imprevistos, sugerem percursos singulares e geram algum espanto … espera-se.

A componente performativa tem uma presença forte nesta exposição, quer através de obras que serão geradas por gestos performativos – Beatriz Albuquerque, quer através de performances criadas a partir do desenho no âmbito do ciclo Performance como desenho, desenho como performance – Sebastião Resende, Marta Azparren, Rebecca Moradalizadeh, Ricardo Guerreiro Campos, Jaap Blonk, Fernando Aguiar, Silvestre Pestana, M. Lohrum, Echo Morgan e Kimvi Gnouyen.

STUDIOLO XXI - Desenho e afinidades tem a curadoria de Fátima Lambert.

Fátima Lambert
Doutorada em Filosofia Moderna e Contemporânea – Estética (1998) - Faculdade de Filosofia Braga/ U. C. P.; Professora Coordenadora em Estética e Educação - Escola Superior de Educação / Politécnico do Porto (2000). Bolseira FCT - projeto “Writing and Seeing” (2000/2004). Coordena a linha de investigação “Cultura, Artes e Educação do InED| ESE, onde foi diretora até 2017 e coordena vários projetos; membro de Comissões Científicas: IHA, FCSH/UNL e das Revistas: MIDAS (PT), Visuais – UNICAMP – Campinas (BR), Asparkía – Universitat Jaume I, Castellón (ES), EARI - Universitat de València (ES) e AICA (Portugal). Curadora Independente desde 1994, privilegiando eixo Brasil/Portugal. Keynote Speaker, comentadora e organizadora de eventos científicos e culturais; autora de vários livros, publicando regularmente em revistas científicas.

Centro de Arte e Cultura Fundação Eugénio de Almeida
O Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida é um espaço vocacionado para a promoção de ações artísticas e culturais orientado pelo compromisso social e por práticas sustentáveis. Aposta numa programação multidisciplinar, formativa e inclusiva, concretizada através de exposições, com um foco especial na arte contemporânea, assim como na organização de projetos performativos e de programas pedagógicos orientados para a sensibilização e motivação dos diferentes públicos. Está vocacionado para a promoção de ações artísticas e culturais, com um foco especial na arte contemporânea, orientado pelo compromisso social e por práticas, sustentáveis, que aposta numa programação multidisciplinar, formativa e inclusiva.  Está situado num conjunto edificado de elevado valor patrimonial, histórico e artístico da cidade de Évora, que agrega o antigo Palácio da Inquisição e as Casas Pintadas.

Fundação Eugénio de Almeida
A Fundação Eugénio de Almeida é uma Instituição portuguesa de direito privado e utilidade pública, sediada em Évora. Foi fundada em 1963 pelo Eng.º Vasco Maria Eugénio de Almeida com a missão de promover o desenvolvimento integrado da região de Évora numa perspetiva de valorização do capital humano e da sustentabilidade, através da criação de oportunidades culturais, educativas, sociais e espirituais para as pessoas.

De acordo com os fins que lhe são atribuídos pelos Estatutos, a Fundação promove e dinamiza um conjunto integrado de iniciativas e programas próprios, em exclusivo ou em parceria, e apoia projetos de outras entidades públicas e privadas abrangendo um largo espectro de atividades nos diferentes domínios do seu campo de atuação.

Na prossecução da sua Missão, a Fundação articula meios e recursos com diversos interlocutores nacionais e estrangeiros, por forma a promover o desenvolvimento económico e um maior equilíbrio social da sua comunidade, contribuindo para a redução das consequências da interioridade e das assimetrias regionais.

O crescente reforço da ligação da Fundação a essa mesma comunidade, num espírito de partilha e de serviço, resulta de uma estratégia que tem privilegiado a apresentação de projetos marcados pela qualidade, excelência, inovação e potencial de impacto positivo junto dos seus diversos destinatários.

Horário: de terça a domingo das 10h00 às 18h00
Preço: 2 €
www.fea.pt

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