Teatro
Nuno Cardoso "aventura-se" na dramaturgia portuguesa
Escrita na segunda metade do séc. XVI pelo poeta António Ferreira, Castro inaugura definitivamente a tragédia clássica em Portugal, rivalizando em importância e esplendor com Os Lusíadas de Luís de Camões.
5 Mar a 7 Mar 2020
Como obra marcante e por tratar de temas que têm “perseguido” Nuno Cardoso nos últimos anos – a família como lugar de claustrofobia e crime, a sedutora vizinhança de amor e morte, a vertigem da transgressão, a diferença ou a alteridade como força e como perigo –, o diretor artístico do Teatro Nacional São João (TNSJ) decidiu debruçar-se sobre ela e estrear o espetáculo homónimo nas celebrações do Centenário do edifício projetado pelo arquiteto Marques da Silva.
Castro apresenta-se de forma inédita no Teatro Aveirense entre 5 e 7 de março, “materializando” a política de descentralização que está a ser levada a cabo pelo TNSJ. Aquela que é a primeira “aventura” de Nuno Cardoso na dramaturgia portuguesa foca-se no drama histórico/lenda popular/mito dos amores de D. Pedro e Inês de Castro e é o espetáculo de estreia da companhia “quase” residente da instituição portuense. A peça pode ser vista na quarta e quinta-feira, às 21h30, e na sexta-feira, às 16h00. A última récita será projetada na Praça da Batalha, no Porto, durante as celebrações do Centenário do Teatro São João. Após uma temporada, Castro regressa a “Casa” e estará em cena de 27 de março, Dia Mundial do Teatro, a 19 de abril.

