Teatro
"O Meu País É Um Insuflável", um espetáculo que põe em causa a regularidade das coisas
Em 2020, o Poesia ao Centro veste-se de excentricidade com o ciclo Sem Portas – oito encontros poéticos em lugares inusitados. Enquadrado no programa, a Fértil Cultural apresenta o espetáculo "O Meu País É Um Insuflável", que parte da poesia de Mário Cesariny.
15 Mar 2020 | 21h00
Queria de ti o mar de uma rosa de espuma
É deste poema, de Mário Cesariny, que partimos para criação do espetáculo “O Meu País é um Insuflável”, onde questionamos esta bondade e bruma sebastianista que nos assombra há centenas de anos, ou que não nos assombra, porque até gostámos deste sentimento meio melancólico que de certa forma representa a nossa portugalidade. A saudade não sabemos bem do quê.
Mário Cesariny foi um poeta português incontornável do Século XX e deixou-nos uma reflexão impar sobre Portugal e a nossa forma de viver nas suas obras Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano (1952) e Nobilíssima Visão (1959). Aproveitando estes pensamentos traduzidos na excelência da sua poesia, criámos um espectáculo que nos faz despertar de novo para esta reflexão.
“O Meu País é um Insuflável” é um espetáculo que mistura o teatro, a dança, a manipulação de objetos e a música num momento único e que põe em causa a regularidade das coisas, assim como Mário Cesariny fazia no seu quotidiano."
FICHA ARTÍSTICA
Poesia Mário Cesariny
Encenação e Dramaturgia Rui Alves Leitão
Interpretação Neusa Fangueiro, César Cardoso, Filipe Oliveira e Paulo Capela
Direção Musical César Cardoso
Música Alice Power Trio
Desenho de Luz Paulo Neto
Vídeo Rúben Marques
Consultoria Artística António Gonçalves e Marlene Oliveira
Co-produção Fértil Cultural, Teatro Diogo Bernardes e Fundação Cupertino de Miranda
Apoio Documental
Agradecimentos André Santos, Carlos Neves e Manuel Ros

