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#ConversascomSerralves // Manoel de Oliveira, inventor de formas

Conversa entre a escritora e videasta Regina Guimarães e António Preto, diretor da Casa do Cinema Manoel de Oliveira.

24 Mar 2021  |  18h00

Online
Preço
Entrada livre

A filmografia de Manoel de Oliveira desenvolveu-se ao longo de nove décadas e, como tal, a sucessão dos seus filmes, aliada a uma enorme produtividade, deu origem a uma obra que se foi torneando elegantemente à medida que os filmes iam estreando (à cadência de uma longa-metragem por ano, nas duas últimas décadas de atividade do cineasta). Esse gesto contínuo que caracteriza o cinema de Oliveira foi iluminando facetas que se supunham escondidas e ultrapassando fixações antigas. Deste modo, pode dizer-se que esta é uma obra que se foi produzindo a si mesma, inaugurando em cada filme soluções narrativas e visuais que filmes seguintes aprofundariam – ou, pelo contrário, negariam –, num jogo de constantes antecipações formais. Se, no seu caso, pode dizer-se que a obra vai produzindo a obra, a pergunta que cabe colocar é: até que ponto as formas criadas por Oliveira, tendo consciência do rigor que as caracteriza, se autonomizaram dos filmes, estruturando o todo de uma obra única?

Notas biográficas:
Regina Guimarães, também conhecida como Corbe, nasceu no Porto, em 1957. A par dos seus poemas, publicados em raras edições de natureza confidencial, tem-se envolvido em trabalho nas áreas do Teatro, da Tradução, da Canção, da Dramaturgia, do Desenho, da Educação pela Arte, da Crítica, do Vídeo, do Argumento, da Produção. Foi docente da FLUP, na ESMAE e na ESAD. Foi diretora da revista de cinema A Grande Ilusão, presidente e fundadora da associação Os Filhos de Lumière e programadora do ciclo permanente “O Sabor do Cinema”, no Museu de Serralves. Integrou o coletivo que, a par de outras atividades de reflexão e criação, publicou o jornal PREC e o coletivo que produziu o projeto Nove e Meia, cineclube nómada. É cofundadora do Centro Mário Dionísio - Casa da Achada. Com Ana Deus, fundou a banda Três Tristes Tigres. Escreveu para outras bandas, nomeadamente o Osso Vaidoso e os Clã. Realizou inúmeras experiências em torno da palavra dita e cantada. Organiza, de há mais de uma década a esta parte, a Leitura Furiosa Porto, encontros entre escritores e pessoas zangadas com a leitura. Tem orientado oficinas de escrita e de iniciação ao cinema. Tem vindo a realizar uma extensa obra videográfica sob a forma de «Cadernos», que já foi alvo de algumas retrospetivas. Nos últimos anos, a sua atividade como argumentista e dramaturga tem-se intensificado. Aspira a estar em todo o lugar onde haja uma luta justa a travar. Vive e trabalha com Saguenail desde 1975. Hélastre é o signo da sua obra comum.

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