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Exposições

"Clamor da Maré Cheia"

A quarta e última instalação da mais recente exposição da artista Cristina Rodrigues, intitulada "Clamor da Maré Cheia", que inaugura em Ermesinde pelas 20h30 do próximo dia 31, sábado, no Fórum Cultural de Ermesinde.

31 Jul a31 Out

Fórum Cultural de Ermesinde
R. Fábrica da Cerâmica, 4445-310 Ermesinde
Preço
Entrada livre

A quarta instalação de “Clamor da Maré Cheia”, exposição polinuclear da artista plástica Cristina Rodrigues, é apresentada no Fórum Cultural de Ermesinde, às 20h30 do dia 31 de julho. A inauguração contará com a presença de José Manuel Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal de Valongo.

Depois de já inauguradas, em Vila do Conde, Lisboa e Baião, três instalações de arte contemporânea que compõem esta narrativa sobre o Homem e o Mar, o Fórum Cultural de Ermesinde é o local escolhido por Cristina Rodrigues para erguer a última das quatro composições, que se intitula “Homens do Mar”. Distinta das outras obras já instaladas, esta instalação, também ela site-specific, é composta por doze esculturas, representando figuras humanas. Os «Homens do mar», que ilustram uma reflexão da autora sobre o trabalho como parte da essência do Homem, passam assim a habitar um território, Ermesinde, que foi essencialmente fundado para ser uma cidade de trabalho.

“Clamor da Maré Cheia” é uma exposição polinuclear, concebidas em sintonia com os seus quatro lugares de exibição. Uma narrativa que exalta o Homem como um ser curioso e trabalhador, capaz de enfrentar grandes adversidades, trilhando caminhos desconhecidos. As esculturas que integram a obra - quase cinco dezenas de peças que utilizam o ferro e redes de pesca como matéria de trabalho -, são fruto de uma reflexão da autora sobre uma das epopeias humanas mais desafiantes, a odisseia marítima.

Cristina Rodrigues brindará todos os participantes no momento da inauguração com um concerto da cantora lírica Carla Caramujo, também intitulado “Clamor da Maré Cheia”. A soprano construiu o programa do concerto, com peças de Hahn, Fauré, Puccini, Lacerda, Vianna da Mota, Grieg e Rachmaninoffque, que tal como Cristina Rodrigues, se inspiraram no mar para criar. O mar transporta o labor, o sustento e a espiritualidade e estes autores interpretam-no de forma singular. «A sua beleza onírica, o seu ruído, ora ameaçador, ora nostálgico, a sua influência na vida das populações, transporta-nos para um universo de emoções, similares em qualquer latitude», afirma Carla, sobre o mar. Carla Caramujo será acompanhada por um quarteto de cordas composto por Álvaro Pereira e Evandra Gonçalves nos Violinos, Luis Norberto na Viola d’Arco e Michal Kiska no Violoncelo.

Ermesinde encerra, assim, as inaugurações de uma exposição que ficará patente até ao dia 31 de outubro, nos quatro locais que acolhem a exposição.

Notas biográficas:

Cristina Rodrigues (1980) é uma artista plástica e arquiteta portuense com trabalho apresentado na Europa, Ásia e América do Sul em diversas exposições a solo, o que a torna uma das artistas plásticas portuguesas mais relevantes da sua geração. Várias das suas obras integram coleções de museus e de entidades públicas nacionais e internacionais.

O seu perfil multidisciplinar fala por si, tendo Cristina Rodrigues já colaborado com diversas marcas de referência, protagonizando coleções ímpares. Com a FLY London, desenhou a “Urban Dwellers”, uma linha de sapatos e botas de senhora. Com a Licor Beirão, construiu a “Fonte da Felicidade”, estrutura forjada em ferro que suporta “taças de magia”. Criou uma coleção de tapeçarias para a Ferreira de Sá, que conta ainda com coleções de autores como Siza Vieira e Fátima Lopes. E, para a Alma de Luce, marca de mobiliário de luxo, construiu um contador único, a que deu o nome de “The Angel of Columbus”.

O ecletismo que emana das suas obras exprime as suas paixões e formação académica. Toda a sua obra é regida por uma estética simples que liga a etnografia social, a antropologia e a sustentabilidade ao desenho, à pintura, à instalação e à escultura. Devido ao grande sentido do global/universal, as suas instalações exprimem um trabalho aprofundado, desenvolvido em torno de permanentes contrastes entre o tradicional e o contemporâneo; um diálogo fluido entre o tradicional de inspiração popular e uma cultura de raiz mais «erudita».

Característica primordial em Cristina Rodrigues é o método através do qual procede à conservação, através da arte, de um conhecimento popular, de uma tradição, um idioma ou dialeto, uma técnica de artesanato, enquanto elementos que integram a cultura e a identidade de um local. Desta forma, não apenas os «regista» como tal, mas também os leva a percorrer mundo, integrando as suas obras e exposições.

A artista elabora as suas peças com minúcia, levando à descoberta da identidade artística de objetos obsoletos, transformando-os em relíquias escultóricas que realçam o seu percurso e o conjunto da sua obra. Com as suas criações, Cristina Rodrigues cria narrativas imaginárias que ligam a sua história pessoal, enquanto mulher portuguesa num contexto global, a um fantástico mundo de simbolismos. A artista conduz o espectador contemporâneo através de um percurso transcultural e transtemporal, em que são visíveis as preocupações com a dimensão humana, centrando-se de forma incisiva nos direitos humanos.

Em termos académicos, Cristina Rodrigues, em 2004, conclui a licenciatura em Arquitetura pela Universidade Lusíada, tendo posteriormente obtido um mestrado em História Medieval e do Renascimento pela Universidade do Porto. Na prestigiada Manchester School of Art, em 2016, concluiu um doutoramento em Arte e Design.

Entre as exposições de Cristina Rodrigues, destacamos:

No estrangeiro:

Espanha:
“A Casa é a Catedral da Vida” (2019), no Naves Matadero, Madrid;
“O Sudário” (2017-18), no Naves Matadero, em Madrid;
“A Paixão” (2016), uma exposição distribuída por cinco dos mais icónicos monumentos de Sevilha: Fundação Valentín de Madariaga y Oya; Pavilhão de Portugal; Universidade de Sevilha; Casa de la Provincia e Real Alcázar de Sevilha.

Reino Unido:
“O Reino dos Céus” (2017), na Catedral de Manchester.
Japão:
“Ecos do Mar” (2018), no The Hillside Forum, em Tóquio.
Sri Lanka:
“O Sudário”, na Colombo Art Biennale 2016, na Catedral de Colombo.

Em Portugal:
“Travessia” (2020), no Centro de Cultura Contemporânea, em Castelo Branco;
“O Horizonte” (2019), na Quinta da Cruz – Centro de Arte Contemporânea, Viseu;
“Retrospectiva” (2017), no Centro de Cultura Contemporânea, Castelo Branco;
“O Céu Desce à Terra” (2015), no Mosteiro de Alcobaça, Leiria;
“O Meu País Através dos Teus Olhos” (2013), No Museu Nacional de Arqueologia – Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa.

Principais coleções de museus e entidades públicas que as obras de Cristina Rodrigues integram:
Catedral de Manchester, no Reino Unido;
Cheshire East Council, no Reino Unido;
Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso;
Município de Castelo Branco;
Município de Viseu;
Município de Vila do Conde;
Município de Baião e Estado Português.

Carla Caramujo é uma das mais reconhecidas sopranos portugueses da sua geração, tendo já vencido vários concursos nacionais e internacionais, entre os quais o Concurso Nacional Luísa Todi e Chevron Excellence (Reino Unido), dois conceituados prémios a nível mundial. Licenciada e mestre pela Guildhall School of Music and Drama de Londres e pelo Royal Conservatoire of Scotland, Carla Caramujo já fez dezenas de interpretações, desde a ópera barroca à produção contemporânea, e já se apresentou nas mais importantes salas de concerto e festivais de canto lírico, por todo o mundo.
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