"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Danças

A mexicana-chilena Amanda Piña traz uma dança de conflito ao Teatro do Bairro Alto

Danza y Frontera de Amanda Piña é uma das obras do projeto Endangered Human Movements, em que a coreógrafa mexicana-chilena relaciona o seu trabalho com o pensamento de Eduardo Viveiros de Castro ou Donna Haraway, entre outras, para reconstruir, recontextualizar e ressignificar práticas de movimento humano que estão em perigo de extinção.

26 Mai a27 Mai

Teatro do Bairro Alto
R. Ten. Raul Cascais 1A, 1250-268 Lisboa

Danza y Frontera é inspirada numa dança que surge no bairro mexicano de El Ejido Veinte de Matamoros, Tamaulipas (junto à fronteira com os EUA), num contexto de extrema violência relacionada com um território onde o narcotráfico, a militarização e as indústrias de mão-de-obra barata se cruzam. A dança tem raízes numa forma pré-hispânica que se tornou um instrumento de propaganda racista durante a colonização da América Latina. No entanto, os elementos básicos foram preservados e transmitidos até hoje como um ato performativo de resistência contra as forças coloniais e, posteriormente, neoliberais. A coreógrafa mexicana-chilena Amanda Piña transporta este legado para o presente e apresenta-nos uma peça que reclama uma “danza de conquista” histórica, na qual ecoam práticas indígenas, narrativas coloniais, cultura hip hop, conflitos armados e misticismo.

Esta peça corresponde ao quarto volume do projeto Endangered Human Movements [Movimentos Humanos em Perigo de Extinção], uma investigação a longo prazo da artista sobre a atual perda da diversidade cultural e biológica planetária. O seu trabalho coreográfico centra-se na descolonização da arte, incidindo no poder político e social do movimento, introduzindo referências e perspectivas não ocidentais na performance contemporânea.Danza y Frontera é inspirada numa dança que surge no bairro mexicano de El Ejido Veinte de Matamoros, Tamaulipas (junto à fronteira com os EUA), num contexto de extrema violência relacionada com um território onde o narcotráfico, a militarização e as indústrias de mão-de-obra barata se cruzam. A dança tem raízes numa forma pré-hispânica que se tornou um instrumento de propaganda racista durante a colonização da América Latina. No entanto, os elementos básicos foram preservados e transmitidos até hoje como um ato performativo de resistência contra as forças coloniais e, posteriormente, neoliberais. A coreógrafa mexicana-chilena Amanda Piña transporta este legado para o presente e apresenta-nos uma peça que reclama uma “danza de conquista” histórica, na qual ecoam práticas indígenas, narrativas coloniais, cultura hip hop, conflitos armados e misticismo.

Esta peça corresponde ao quarto volume do projeto Endangered Human Movements [Movimentos Humanos em Perigo de Extinção], uma investigação a longo prazo da artista sobre a atual perda da diversidade cultural e biológica planetária. O seu trabalho coreográfico centra-se na descolonização da arte, incidindo no poder político e social do movimento, introduzindo referências e perspectivas não ocidentais na performance contemporânea.

Coreografia e direção artística Amanda Piña Coreografia e transmissão Danza de Matamoros Pesquisa Juan Carlos Palma Velasco e Amanda Piña Interpretação Rodrigo de la Torre Coronado, Matteo Marziano Graziano, Daphna Horenczyk, Dafne del Carmen Moreno, Marie Mazzer Maraviesky, Juan Carlos Palma Velasco, Lina María Venegas, Carlos María Romero aka Atabey Mamasita e Jorge Luis Cruz Carrera Direção técnica Catalina Fernandez Pesquisa, teoria e dramaturgia Nicole Haitzinger Música e composição Christian Müller Percussão ao vivo Jorge Luis Cruz Carrera Figurinos La mata del veinte / Julia Trybula Produção nadaproductions Difusão internacional Something Great Consultoria sénior Marie-Christine Barrata Dragono Gestão Angela Vadori/Smart Coprodução Endagered Human Movements Vol.4 Tanzquartier Wien, Kunstenfestivaldesarts, Kiasma - Museum of Contemporary Arts e Asphalt Festival Apoio financeiro Departamento Municipal dos Assuntos Culturais de Viena Apoios Ministério Mexicano dos Negócios Estrangeiros e Escuela Nacional de Danza Folklórica de Mexico – Instituto Nacional de Bellas Artes do México (INBA)

Horário: quinta e sexta 19h30

12€ · Menores de 25 anos 5€
Em espanhol
Duração 70min.
M/6

ACESSIBILIDADE
Com legendagem para pessoas surdas


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