Música
Um festival com ‘a corda toda’! Música de Plectro agita Gondomar em iniciativa internacional que atinge a 8ª edição
A iniciativa de carácter musical reúne durante três dias (sexta, sábado e domingo) um conjunto de intérpretes nacionais e internacionais que se dedicam ao segmento da denominada Música de Plectro.
10 Nov a 12 Nov 2023
Para um melhor enquadramento e explicitação da palavra ‘Plectro’ - e para que não subsistam quaisquer dúvidas - esta contempla como significado algo como uma lâmina de marfim, de plástico, de osso ou de tartaruga, através dos quais se produzem vibrações nas cordas de certos instrumentos musicais, que pela via popular é para alguns casos vulgarmente designada por palheta.
No que diz respeito ao programa, o Duo Lyra constituído por Manon Opavska (harpa) & Tony Coullet (bandolim), os intérpretes oriundos da Bélgica e da França atuarão na Casa Branca de Gramido, no dia 10 de Novembro, sexta-feira, às 21h30. Estão prometidas incursões à obra de autores como Duke Ellington, Chick Corea, Astor Piazolla, entre outros e alguns originais do par de artistas que estarão palco.
Provenientes de terras germânicas, Annika Hinsche (bandolim) & Fabian Hinsche (guitarra), vulgo Mare Duo, vão deleitar os presentes com um repertório, um mosaico musical, de bela estirpe, num programa que ainda fazem questão de não revelar de todo, o elã surpresa será o móbil de atração para o concerto de sábado, 11 de Novembro, que irá decorrer junto ao Rio Douro, na já referida, icónica Casa de Gramido, às 18h00.
Como se pode verificar, até a paridade homem/mulher está em observância com os tempos que correm no seio do programa. Para o culminar do cardápio programático fica reservado o momento alto da oitava edição do Festival Internacional de Música de Plectro de Gondomar que decorrerá no Auditório Municipal de Gondomar, no dia 12 de Novembro, domingo, pelas 18h00: a estreia de uma nova peça dedicada a Gondomar, interpretada pela Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins, que para este efeito será dirigida pelo prestigiado maestro espanhol Pedro Chamorro. Trata-se, tal como já foi referido, de uma ‘obra’, apelidada “Terra d’Ouro”- quase uma sinfonia” e cujo labor autoral pertence à compositora Sofia Sousa Rocha. Pode assim dizer-se que a peça possui um caráter sinfónico, ou que procura recriar a majestade típica deste género de forma musical. A obra resulta de uma encomenda da OPGBAC. “Terra d’Ouro” é também numa outra perspetiva, ou quiçá na mesma, e na sua essência um atributo feito lema concelhio que naturalmente se refere à quantidade e qualidade dos ourives (e à ‘obra’ que estes produzem) que trabalham e vivem nesta urbe vizinha da Cidade do Porto. Uma espécie de porta-estandarte da cidade.

