"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Exposições

"Estamos sempre noutro lugar" de António da Cruz Rodrigues

Em estações de metro e de comboio de Lisboa, Porto, Madrid, Paris e Milão, o artista procurou captar padrões e singularidades propondo um exercício de observação a quem circula rotineiramente por estes locais, mas que “nunca observou verdadeiramente o que o circunda”.

16 Jan a 15 Mar 2026

Centro Cultural de Cascais
Avenida Rei Humberto II de Itália | 2750-800 Cascais

O espaço passa a existir em função
do tempo necessário para o percorrer
António da Cruz Rodrigues

Intervenções de: Cláudia Raquel Lima, Eduardo Corte-Real, João Cunha, Maria João Menezes e Manuela Sola Castro

Libertamos-mos das restrições de um mundo orgânico e temos uma atração irresistível em amontoar-nos em centros urbanos. Já não estamos interessados em «colonizar» novos territórios. Criámos e vivemos num mundo-ambiente cada vez menos real, ao ritmo de cadências e de intervalos regularizados numa ritmicidade regularmente condicionada por calendários, horários e métricas. Tomamos como certa a realidade do tempo como fixa, linear e mensurável, num esforço para alcançar o máximo possível no menor período de tempo.

Espaços em que cada indivíduo deveria possuir um certo número de sinais particulares, mas tendemos para a substituição do adorno regional por uma simbólica universal, em monoculturas da mente que apagam a perceção da diversidade. Ainda nos podemos iludir pensando que a vida deve sempre buscar concordância em vez de discordância.

Já não manuseamos «coisas». As mãos tornaram-se supérfluas e podem atrofiar-se, mas o mesmo não se aplica às pontas dos dedos.

O espaço passa a existir em função do tempo necessário para o percorrer.

António da Cruz Rodrigues, Doutorado em Design. Professor e palestrante convidado em inúmeras universidades internacionais em países como Brasil, Itália, Espanha, Bélgica, Japão e China. Investigador / Autor de vários modelos de atuação no âmbito da inovação e da criatividade orientados para a reflexão e para a prática, com particular relevo para a relação entre imagens e textos. Artista / Fotógrafo que explora e divaga pelos mais diversos contextos sociológicos através de imagens que representam realidades e não as substituem, com exposições individuais realizadas como “Disobjection” na Fundação Portuguesa das Comunicações – Museu das Comunicações, e “Afurada, um pedaço de humanidade” na Livraria Barata – Lugar de Cultura. Investigador e Professor Associado na Universidade Lusófona.

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