"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Dança

O Salvado

Doze anos depois da lesão que a afastou dos palcos, OLGA RORIZ voltou a dançar e a criar mais um solo. Ao longo de um ano realizou seis residências artísticas, em diferentes locais. Pesquisou, escreveu, improvisou, reflectiu. Filmou esses ensaios, tirou muitas notas nos seus cadernos.

7 Fev 2026  |  21h00

Teatro Municipal Joaquim Benite
Av. Prof. Egas Moniz, 2804-503 Almada
Para a bailarina e coreógrafa, o processo de criação é como um diálogo consigo mesma. Às tantas, guiada pela vontade de ‘descentrar’ o espectáculo de si, decidiu usar um filme e escolheu Memória, de Apichatpong Weerasethakul, protagonizado por Tilda Swinton. E o diálogo passou a ser também com os sons e a música desse filme. Para este espectáculo, foi buscar memórias antigas e factos recentes; reflecte, inevitavelmente, sobre a passagem do tempo; olha para si e olha para o mundo em que vivemos, ora mais séria, ora revelando um enorme sentido de humor e, em determinados momentos, até um registo clown. Toca guitarra, representa e dança, claro.

“OLGA RORIZ dança e continua a dançar com uma expressividade transbordante e uma fascinante elegância de gestos”, escreveu o jornalista Gonçalo Frota. “Do corpo-casa e do corpo-espelho, desse corpo não vamos falar. Esse é um corpo que traz outra negatividade, traz a velhice, a finitude, a morte”, disse a coreógrafa, na altura à beira dos 70 anos, ao Ípsilon. Falemos antes deste outro corpo, o corpo-arte, “um corpo super-vivo, que me consegue equilibrar a cabeça, o espírito, a vontade, o desejo e em que está tudo muito à flor da pele — isso é muito bom”. O SALVADO é um autorretrato. É, como disse a crítica de dança Cláudia Galhós, “a Olga, bailarina, coreógrafa, mulher, viva, a afirmar ‘estou aqui’, ainda estou aqui”.

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