Dança
O Salvado
Doze anos depois da lesão que a afastou dos palcos, OLGA RORIZ voltou a dançar e a criar mais um solo. Ao longo de um ano realizou seis residências artísticas, em diferentes locais. Pesquisou, escreveu, improvisou, reflectiu. Filmou esses ensaios, tirou muitas notas nos seus cadernos.
7 Fev 2026 | 21h00
“OLGA RORIZ dança e continua a dançar com uma expressividade transbordante e uma fascinante elegância de gestos”, escreveu o jornalista Gonçalo Frota. “Do corpo-casa e do corpo-espelho, desse corpo não vamos falar. Esse é um corpo que traz outra negatividade, traz a velhice, a finitude, a morte”, disse a coreógrafa, na altura à beira dos 70 anos, ao Ípsilon. Falemos antes deste outro corpo, o corpo-arte, “um corpo super-vivo, que me consegue equilibrar a cabeça, o espírito, a vontade, o desejo e em que está tudo muito à flor da pele — isso é muito bom”. O SALVADO é um autorretrato. É, como disse a crítica de dança Cláudia Galhós, “a Olga, bailarina, coreógrafa, mulher, viva, a afirmar ‘estou aqui’, ainda estou aqui”.
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