"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Literatura

Diga 33, Poesia no Teatro com Susana Araújo

Com o país assolado por tempestades e depressões, a poesia impõe-se enquanto espaço de reflexão crítica e de expressão livre do pensamento. 

17 Fev 2026  |  21h30

Sala Estúdio do Teatro da Rainha
Sala Estúdio do Teatro da Rainha | Rua Vitorino Fróis - junto à Biblioteca Municipal - Largo da Universidade | Edifício 2 | 2504-911 Caldas da Rainha
Ultrapassados os chavões do poema social, dito político ou, na mais infeliz das metamorfoses, de intervenção, o panfletário deu lugar a obras que não prescindem de pensar o seu tempo sem subordinar o pensamento a qualquer tipo de cartilha. A ascensão do populismo, as políticas de terror perpetradas por democracias ditas liberais, o recrudescimento de formas de censura mais ou menos subtis, polvilharam o espaço social de um cheiro a mofo que urge arejar. Convencidos de que a liberdade poética, nas suas múltiplas formas, favorece a emancipação dos povos com uma linguagem alternativa às convenções e às normas que espartilham o debate, vamos fazendo o nosso caminho em plenários mensais que têm por mote a poesia. Fevereiro será mês de recebermos a poeta e professora Susana Araújo, cuja obra se tem encarregado de atacar os grandes temas da actualidade sem peias nem formatos cristalizados.

Susana Araújo (Lisboa, 1975), é ensaísta, ficcionista, poeta, professora. Em 1997 partiu para Inglaterra (primeiro para Warwickshire, depois para Sussex) onde fez Mestrado e Doutoramento e começou a leccionar, enquanto publicava, esporadicamente, poesia e contos em revistas literárias. Em 2008 regressou a Portugal para trabalhar como Investigadora no Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Actualmente, é professora na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Publicou os livros de poesia “Dívida Soberana” (Mariposa Azual, 2012), “Discurso aos Pacientes Cirúrgicos” (não (edições), 2020) e “Os Amantes da Auto-Estrada do Sul” (não (edições), 2024), espécie de thriller poético em que a poesia e a prosa se intersectam numa mesma auto-estrada. Os seus ensaios académicos versam sobre literatura e cinema, abordando a relação entre narrativas culturais e políticas, atravessando estudos literários e debates sobre política e relações internacionais, (in)segurança e representações transnacionais do terrorismo. Conceitos como os de homeland, terrorismo, o medo e a ascensão dos populismos e nacionalismos, têm ocupado parte do seu trabalho académico e manifestam-se na sua poesia.

Se em “Dívida Soberana” Susana Araújo vinculou a poesia à emergência social de um país intervencionado, em “Discurso aos Pacientes Cirúrgicos” o corpo é o palco onde tudo acontece. Em “Os Amantes da Auto-Estrado do Sul” ampliou o campo experimental da sua poesia, adoptando uma estrutura de tipo narrativo em que a alternância entre prosa e verso surge acompanhada de um fio condutor ficcional dividido por duas histórias que se cruzam. Dia 17 de Fevereiro, às 21h30, a Sala Estúdio do Teatro da Rainha terá via verde à poesia. Entrada livre.

Para mais informações:
www.teatrodarainha.pt
262 823 302 | 966 186 871
De segunda a sexta, das 9h às 18h, e dias de espectáculo até às 20h.
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